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domingo, 10 de outubro de 2010

Corrupção e as urnas

                        Com o pensante nome de Rodin, a policia federal desbaratou uma quadrilha acusada de desviar mais de 40 milhões do DETRAN-RS em 2007, e até agora só vimos as pizzas de sabor amargo e salgado aos cofres Gaúchos. Houve um corre-corre naqueles dias nos corredores da assembleia legislativa do estado para saber quem estaria na lista divulgada, como um dia após o vestibular, quando os calouros buscam a aprovação.
                         Um dos principais envolvidos nas escutas telefônicas, tenta se explicar ao repórter Macedo da rádio Gaúcha, vale a pena escutar de novo.



                           Já foi post aqui mesmo no Republica de Vira-latas, em Setembro de 2009, quando o profeta Macedo, disse que Germano se reelegeria. Mesmo perdendo terreno nos votos, o ex-secretário de segurança do Governo Rigotto,e vice de Britto na derrota de 1998, volta a Brasília, respaldado principalmente pelos votos de seu curral eleitoral, que é Cachoeira do Sul.
                                Numa cultura de voto a cabresto desde a idade da pedra lascada, os Brasileiros ainda votam por um histórico familiar, e pela presença na mídia, independente do motivo que os leva às noticias. Como no caso da Família Moraes de Santa Cruz do Sul que se lixam para a opinião do povo, e se reelegem.
                                 Mas como se livrar destes sanquessugas do bem público?
                                Se no Tribunal de contas da União estão os ex-colegas de bancada e/ou plenário, que ainda usam as cotas de passagens do Deputado Germano, como a do Ministro Augusto Nardes, ex-deputado do PP, partido daquele.
                                 O que precisa de troca? Os deputados ou os eleitores?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Estadão sob Censura

Editorial: O mal a evitar

A acusação do presidente da República de que a Imprensa "se comporta como um partido político" é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre "se comportar como um partido político" e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.
                          Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.
                          Efetivamente, não bastasse o embuste do "nunca antes", agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.
                        Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa - iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique - de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.
                         Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia - a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o "cara". Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: "Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?" Este é o mal a evitar.

Texto publicado na seção "Notas e Informações" da edição de 26/09/2010

Nos livramos deles

                          É voto, é pedra, é o fim da carreira. Para alguns nomes da politica nacional, 2010 sepulta muitos dos grandes caciques das urnas. Em primeira instância parece ser uma melhora significativa na qualidade dos votos, num sinal claro da nova mentalidade do eleitor que poda nas urnas candidatos como José Genoino, mas logo ali, elegem Tiririca, mostrando que a coerência exigida dos Politicos, não se encontra nos eleitores.
                          Nomes consagrados como, Aloizio Mercadante (PT-SP), aquele que esperamos que desta vez sim sua derrota seja irrevogável, Arthur Virgílio (PSDB-AM), César Borges (PR-BA),César Maia (DEM-RJ), Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), Heráclito Fortes (DEM-PI), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Marco Maciel (DEM-PE), Romeu Tuma (PTB-SP), Tasso Jereissatti (PSDB-CE), entre outros. Muitos já estiveram no centro de inúmeros escandalos, e outros, apesar de estar na vida pública há séculos, nada produziram de bom para a sociedade, que agora dá o troco.
                          Alguns parece que que vão fazer falta, como Luciana Genro (PSOL-RS), Heloisia Helena (PSOL-AL), Fernando Gabeira (PV-RJ), e Marina Silva (PV-AC), entre outros, apesar de que essa última, mesmo derrotada sai fortalecida das Urnas. Eu digo parece que vão fazer falta, pois em politica tudo pode acontecer.
                           Em contra partida, no RS, conduziram ás respectivas Camaras Legislativas, Marcelo Moraes, Dep. Estadual, e Sérgio Moraes, Dep. Federal, e depois cobram que os politicos estão se lixando para o povo, e parece que o Povo está se lixando para a ficha do Canditato.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Escravidão Sistêmica


Numa noticia do site Sensacionalista.com, um jornal isento de verdade, o candidato a Plínio de Arruda Sampaio, lutava pela liberação dos escravos. Segundo o site, o candidato derrotado nas urnas pelo Moisés ainda na eleição dentro do Egito, afirmou: “não podemos mais tolerar essa mácula contra os Irmãos Africanos”.  
Mas, o que aparece como piada, nos remete a realidade, sem precisar forçar tanto. Pois nossa democracia proíbe jornais de noticiar, não é nem proibir a opinião, mas a noticia. A poucos dias das eleições, o cidadão ainda não sabe que documento precisa levar às Urnas. Muitos ainda não sabem em quem poderão votar, isso nem pode ser chamado de indecisão, pois independe do eleitor, mas da ficha. Ou suja ou limpa? Ou vale agora ou vale na outra?
Democraticamente somos obrigados a votar. Mesmo quem não tem candidato, mesmo quem não encontrou um emparelhado com suas ideologias. Cada político implora seu voto, faça valer sua força, faça o político valorizar seu voto. Vote naquele que vota com o povo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Corrupção registrada em cartório

                          Quando não se imagina mais nada nos escândalos políticos deste país, um vereador da Paraíba, resolve colocar sua cidade no mapa. Um nobre edil da cidade de Prata, a 312 km de João Pessoa, vendeu sua vaga na câmara por R$ 35.000,00. Fazia parte do pacote um cargo na prefeitura. O vereador  José Erinaldo de Sousa, eleito numa coligação do seu partido, o PRP com o DEM.
                           O suplente do PRP, Ginaldo Batista, que não é o primeiro suplente dentro da coligação, resolveu denunciar o vereador recém empossado, Israel Simões de Araújo do DEM, comprador da vaga na câmara legislativa do município. Na melhor cópia errônea do governador de Illinois - EUA,  Rod Blagojevich, que planejava vender a cadeira de Barack Obama no Senado Federal.
                            Com a única diferença de um país atrasado como o nosso, de um país de primeiro mundo, é ação da justiça, e que não é copiado como exemplo, o Governador foi parar na cadeia e certamente não mais será eleito nem para sindico. Aqui no Brasil, quanto mais na mídia o politico estiver, mesmo que nas páginas policiais, será reeleito com méritos.
                             Quem nasceu para viralatas, nunca chega no canil.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O que seu candidato fez de certo hoje?

                               De dois em dois anos o Brasil vira uma anarco-democracia. São as eleições. Democraticamente somos obrigados a escolher uma nossos vorazes achacadores. Como dizia meu avô, "é como tratar burro que não encilho a pão de ". Entre as barbáries cometidas pelos nossos políticos está a lei que obriga todo o cidadão a sair de casa num domingo, dia universal de descanso do trabalhador, para escolher criaturas que não farão nada pelo povo, e de quebra, ganharão por mês o que um deles não ganhará certamente no ano todo.
                                Não bastasse isso, os ficha-sujas tomam conta das ruas, deixando as vias públicas iguais a suas marcas na justiça. Ainda escolhem cabos eleitorais de educação zero, que não respeitam as leis eleitorais, ainda questionam e querem briga, com quem quer que as leis sejam cumpridas. Como nesse caso aqui. Basta dar uma volta pelas principais ruas das cidades, para ver nos cruzamentos, nas avenidas o desrespeito com a vida das pessoas. Em matéria do jornal ZH, de quinta feira, uma mostra em fotos dos principais cruzamentos e o depoimento de motoristas sobre os famosos cavaletes nas vias, que para estar dentro da regra, não podem estar a menos de 2 metros e meio da via de rodagem.
                                  Agora veja a foto acima. É da Av. Senador Nei Britto em Gravataí-RS, mas poderia ser na sua rua, no seu bairro, no seu município.

                                Agora pense um pouco: Quem não respeita a lei antes das eleições, respeitará depois?

                                 Nesta mesma via ainda, há propaganda para diversos candidatos e partidos, entre eles alguns fichas sujas, inclusive o primeiro do cartaz cassado na eleição anterior antes do pleito onde era candidato a prefeito. Ainda de um outro ex-prefeito que teve as contas rejeitadas pelo TCE e de outros que só lembram de Gravataí-RS quando há eleição.Porém, numa coisa eu concordo com o Bordignon, amigo eleitor, vote para vencer. Vote em candidatos Ficha-limpa, que tenha feito algo de útil para o povo, elimine da vida pública quem quer transformar o Brasil numa privada.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tô me lixando!

Eu podia estar me lixando, mas não estou aqui sendo linxado. Alguém lembra no nosso nobre representante do PTB-RS na camara federal Sérgio Moraes?


O Benett nos mostra:



Se o nobre Deputado não sabe...



Não esqueça, para votar, leve seu titulo e uma lixa de unha... aliás... leve uma lixadeira eletrica.

É pouco cupim, para tanto cara de pau.

Porta Curtas - Ilha das Flores