Novas regras, velhos problemas. Com o perdão da palavra: “haja saco”. A empresa em questão de novo, é a famosa e problemática Brasil Telecom, que poderia ser pela sina de ter o nome do país que nasceu errado, mas basta uma simples busca pela Internet, que vemos uma realidade triste e deprimente dos nossos prestadores de serviços telefônicos, principalmente.
Já escrevi aqui um conto inventado “Central de atendimento” depois uma crônica, que não lembro o nome, que foi uma espécie de filme, feito à partir do roteiro, e as coisas se repetem pela capacidade imoral de resolverem os problemas.
Agora de uns meses para cá ando esquentando a cabeça com o serviço de banda larga. Estava pagando um valor equivalente a uma velocidade ao dobro da que eu tinha, contratei pela página da BRT e no mês seguinte, foi cobrado um valor além do acordado, que se fosse descumprido da minha parte, teria eu que pagar uma multa exorbitante. Mês após mês, tinha que enfrentar a demora de cerca de meia hora em cada ligação, quando atendiam.
Por muitas vezes, ligava para a central de atendimento da dita empresa, esperava por cerca de seis ou sete minutos, ficava informado das novas datas de vencimento, serviços e outras coisas, entre elas musicas, e caia a ligação, não sem antes, uma gravação pedia para dar uma nota pelo atendimento, uma piada de mau gosto pois sequer dão alternativa de votar zero ou nota negativa, para ser bem generoso.
Foram quatro meses de ligações e tempo desperdiçado pela inoperância e desrespeito na prestação de um serviço caríssimo para os parâmetros Brasileiros, onde parecem estarem fazendo um esforço sobre-humano. Podemos dizer que acontecem erros nas maquinas que foram inventadas e são operadas, pela mão humana, portanto passível de erros. Mas uma infame combinações de visíveis erros é incompetência. Já tenho um caderno dos ditos protocolos. Depois de três meses entrei em contato com a ANATEL, que devia fiscalizar os desmandos das empresas de telecomunicação, mas ninguém fiscaliza a agencia federal que inoperante, não resolveu o caso também.
Se eu não cumprisse meus contratos ou não pagasse os valores exigidos, seria execrado pelo sistema, ficaria impedido até de comprar uma faca para matar o diabo. E ainda dizem que o sistema imperial ruiu e a escravidão acabou. Voltamos ao sistema feudal, somos explorados até o ultimo minuto e ainda somos multados por isso.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
Roubo de galinha
Mais uma da sessão pastelão do país da justiça que tarda e ainda falha, quando convém. Um homem é mantido preso em SP ao ser preso em flagrante pelo roubo de oitenta centavos de real (R$ 0,80). Noticia boa, diria excelente. Precisamos dar o exemplo, afinal não existe crime nem injustiça no país. Um país onde pobre mora em mansão, não há crimes, nem desigualdades sociais e governos excelentes incorruptíveis.
Poderão dizer que precisamos começar por algum lugar.
Essa nota é antiga, uso-a apenas para ilustrar o que vem a seguir.
Neste país sem lei, andar com oitenta centavos no bolso já é arriscado, imagina andar com os míseros trocados do soldo mensal, e as pessoas eram obrigadas a abrirem uma conta onde à empresa determinar. João, vamos chamar assim o cidadão cinquentão que bateu a minha porta a procura de um trabalho, tempos atrás. Pedi uma limpeza no meu pátio para tirar uns entulhos, restos de construção e uma limpeza na caixa d’água.
Conversa vai, conversa vem, ele disse que tinha sido demitido há quase dois anos, e não conseguira mais emprego devido à idade, e desde então vivia de fazer “bicos”. Uns meses atrás, prestara serviço para um “figuraça” , como ele me disse, cheio da grana e depositou um cheque na conta, ainda aberta desde os tempos de empregado, e para sua surpresa o cheque deste figura era voador. Deste ponto começa a maior dor de cabeça do nosso amigo João. Ciente de que tinha fundo, comprou um botijão de gás, R$ 34, 00 (Trinta e quatro reais), e deu um cheque, já que seu banco manda talões com 20 folhas, e ele praticamente não usava.
Não deu outra o cheque voltou. Precisou pagar uma taxa de R$ 0,50 pelo baixo valor da folha, além é claro da multa de R$ 14,00, pelo estorno, isso duas vezes. Não obstante os R$ 21,00 mensais para manutenção da conta, mais CPMF, na época, e os R$ 28,00, das duas multas, foi necessário mais R$ 28,00 para tirar o nome do Banco Central, e depois mais R$ 10,00 para poder tirar um novo talão.
Calculou?
O que é mais perigoso, andar com dinheiro no bolso ou confiá-lo à um banco?
Poderão dizer que precisamos começar por algum lugar.
Essa nota é antiga, uso-a apenas para ilustrar o que vem a seguir.
Neste país sem lei, andar com oitenta centavos no bolso já é arriscado, imagina andar com os míseros trocados do soldo mensal, e as pessoas eram obrigadas a abrirem uma conta onde à empresa determinar. João, vamos chamar assim o cidadão cinquentão que bateu a minha porta a procura de um trabalho, tempos atrás. Pedi uma limpeza no meu pátio para tirar uns entulhos, restos de construção e uma limpeza na caixa d’água.
Conversa vai, conversa vem, ele disse que tinha sido demitido há quase dois anos, e não conseguira mais emprego devido à idade, e desde então vivia de fazer “bicos”. Uns meses atrás, prestara serviço para um “figuraça” , como ele me disse, cheio da grana e depositou um cheque na conta, ainda aberta desde os tempos de empregado, e para sua surpresa o cheque deste figura era voador. Deste ponto começa a maior dor de cabeça do nosso amigo João. Ciente de que tinha fundo, comprou um botijão de gás, R$ 34, 00 (Trinta e quatro reais), e deu um cheque, já que seu banco manda talões com 20 folhas, e ele praticamente não usava.
Não deu outra o cheque voltou. Precisou pagar uma taxa de R$ 0,50 pelo baixo valor da folha, além é claro da multa de R$ 14,00, pelo estorno, isso duas vezes. Não obstante os R$ 21,00 mensais para manutenção da conta, mais CPMF, na época, e os R$ 28,00, das duas multas, foi necessário mais R$ 28,00 para tirar o nome do Banco Central, e depois mais R$ 10,00 para poder tirar um novo talão.
Calculou?
O que é mais perigoso, andar com dinheiro no bolso ou confiá-lo à um banco?
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Ressaca
Muito se fala em salvar o planeta diminuindo as emissões de carbono de uma forma inútil, procura-se descobrir meios alternativos de combustível e formas renováveis de energia, mas não cortamos emissões inúteis de carbono, como os fogos de artifícios. Em cada grupo de humanos de pouco mais de mil até dois milhões, são toneladas e mais toneladas de fogos, agora converta isso em gás Carbônico gratuitamente atirados na atmosfera. Os fogos em geral, são sempre iguais, uma baboseira histérica desordenada. As pessoas, na sua maioria, não tem condições de cuidar da própria vida, largar fogos e bombas então, fora de cogitação. Não obstante o bando de imbecis que se jogam a morte nas estradas, sem condições de dirigir, ou incapaz, os hospitais lotam de idiotas que se arriscam a soltar fogos.
Afora conceitos religiosos, até pessoas que não seguem a religião de adoração a Iemanjá, mas séqüitos supersticiosos, aderem às oferendas para jogarem coisas no mar. Nossos mares já andam saturados de lixo. Embora sempre conteste as religiões, questionei varias vezes meus amigos seguidores do umbanda, se não seria mais útil doarem as oferendas para pessoas mais necessitadas, que ao meu ver a tal bondade dos deuses não se importariam em ter suas ofertas usadas para o bem.
Mesmo quem não segue uma religião, adota rituais diversos de vários dogmas a cada pseudo fim de ano. Adotado em 1582 pelo papa Gregório XIII ao adotar o calendário ocidental conhecido hoje, como gregoriano, instituiu o inicio do ano em primeiro de janeiro, dia que, segundo o poderoso chefão Cristão, fora o dia da Circuncisão de Cristo, que obviamente caiu em desuso, já que no ocidente o corte é desnecessário, e repulsivo na idéia Cristã, a data ficou conhecida como Confraternização Universal, só para ilustrar alguém lembra disso?, como se o mundo todo mudasse o ano no mesmo dia.
Ainda há quem diga que as religiões unem as pessoas, mas ai está à prova que tentar unir é uma coisa, mas tentar impor significações criam guerras, uma vez que cada povo tem sua data significativa, aliás, bem mais significativa, embora fabulares, são mais importantes que uma simples circuncisão de um homem ignorado nas estórias canônicas até seus 27 anos, que nem se sabe quando nasceu, tampouco o dia de circuncisão.
Neste dia são queimados milhões de toneladas de pólvora em explosões desnecessárias para encher o meio ambiente de monóxido de carbono, para depois do fim das festas... pregarem a preservação da natureza, que cobra caro pelos desleixos da espécie humana, vide Santa Catarina e mais recentemente Minas Gerais, e América do Norte, quase sempre. Agora, vamos largar bombas de artifício para comemorar isso?
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Então, é natal!
Apesar da minha origem Judia, minha família era cristã, não diria ortodoxa pois essa é outra corrente, mas muito fervorosa mesmo. Morávamos num canto de mundo esquecido por Deus, onde missa só havia uma vez por mês, mesmo assim, a “carolice” era tamanha que se organizava uma espécie de missa, chamado de terço, impressionantemente, ministrada por uma senhora, talvez sem o conhecimento do retrogrado clero, a primeira e única sacerdotisa católica que eu conheci. Sempre fui rato de igreja, estando sempre presente nas atividades eclesiásticas a ponto de cogitarem minha ordenação.
A família numerosa se reunia em torno do patriarca, meu avorrai, nas vésperas do natal, dependendo dos feriadões, chegava uns, e saiam outros até depois do ano-novo, poucos faltavam. Usávamos a metáfora dos reis magos para reunir a família, sem se importar com a presença ou não de presentes, aliás, nem ligávamos, natal a presentes, era como se fosse duas coisas bem distintas.
Hoje somos atropelados por uma maré de desafortunados torrando seus minguados dobrões nos shoppings deste Brasil varonil. Estamos nos distanciando cada vez mais, e as relações pessoais se esvaem no ralo, assim como nossas miseras moedas de fim de ano. Sempre aparece nestas vésperas natalícias, um bando de aproveitadores, a doar presentes a crianças carentes, como se fosse disso que elas precisassem. Alguém me dirá, certamente ou seria pretensão minha, que as crianças precisam sorrir. Mas com casa, comida e segurança, até o defunto ri a toa.
Sinceramente, medidas paliativas não mais. Chega. Basta! Já era. Vamos inventar um meio de estarmos mais próximos de nossos entes queridos, antes que nos próximos natais, nós tenhamos que vender a alma ao diabo para presentear nossos cães, já que a distancia dos seres ditos humanos, nos torne filhos de chocadeiras. Só os cães acompanharão a ganância e a cobiça, pois nem sabem o que é isso.
Natal De nascimento; Natalício; Onde se deu nascimento; Cidade natal; Dia do aniversário de nascimento; dia em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo.
Até o dicionário se equivoca, já que Jesus, se é que existiu pois nem seus seguidores seguem seus ensinamentos, nasceu no mês de março ou maio, ainda não há consenso, e os cristãos sabem disso. Não acharam correto, porém, comemorar o nascimento próximo à páscoa símbolo da morte do líder máximo da seita, e mataram dois coelhos com uma cajadada só, apropriaram-se dos cultos ao deus sol, nas festividades de Jul no hemisfério norte, entrada do inverno, onde as famílias se reuniam para festejar o fim das colheitas e o inicio da época de gelo intenso.
Aliás, apropriar-se é uma palavra em voga, e não aceita no clero, alguém ai lembra desta historinha:
Os deuses criaram o homem para se aliviar de suas tarefas, e eles viviam muitos e muitos anos, um dia os deuses se cansaram dos homens e resolveram aniquilá-los da face da terra, mas um deus muito bonzinho, Enki, avisa Ziusudra rei de Shuruppak, e o manda construir um navio gigantesco para salvar animais e pessoas de sua volta. Sabem de quem estou falando? Eu voltarei com mais detalhes. Por enquanto “Feliz Gastal”.
sábado, 20 de dezembro de 2008
Da lama ao caos
Parafraseando o poeta, neste Brasil de todos os arroubos e vilanias mil, os ocupadíssimos legisladores nacionais, ocupam-se até altas horas para aprovarem uma medida anacrônica a realidade. Há anos espera-se a aprovação de uma medida ordeira para acabar com a zona fubana instaurada na política nacional, ou outros assuntos capazes de resgatar a confiança das pessoas no sistema, ou mesmo a dignidade combalida de todos deste país, mas esbarram na falta de tempo dos congratulados escárniadores da nação.
Senadores varam madrugada no plenário, buscando criar mais de sete mil vagas de bajuladores políticos nos municípios com a deslavada idéia de ajudar o povo já que os vereadores, teoricamente, seriam os legisladores mais próximos do povo. Eu não conheço nenhum vereador desta cidade, nem sequer para pedir voto, coisa rara. Ainda quando morador de Santa Maria – RS, acompanhei muita sessão plenária, para ver o andamento da casa, mas o que se vê é digno de filme terror de quinta. Retratos da educação carcomida de nossos dias, a casa legislativa era um circo de assassinato ao bom e velho alquebrado português.
A eloqüência digna de alunos da pré-escola norteia nossos parvos vereadores, atrás apenas das verbas destinadas a entulharem seus cofres e contas bancarias, na cidade descrita anteriormente, eram 21 ineficazes vereadores, foram reduzidos a 14, e agora vão aumentar para 21 novamente, mas perguntem ao povo que diferença fez? Nenhuma, as coisas continuam como antes na casa de Abrantes, tanto faz se for apenas um, nenhum ou mil e um, enquanto os eleitos forem meros famigerados “umbiguistas” nada muda. Pena não ser, apenas, mais um pensamento pessimista, mas fatidicamente, e assustadoramente, realista.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Direitos autorais
A cerca de cinco mil anos A. C,. os Sumérios, no berço da civilização como a conhecemos hoje, escreveram uma obra literária das raras antigas ainda existentes hoje sem muitas mudanças, e seu autor é desconhecido. Durante a maior parte dos tempos, se ignorava direitos autorais e se colocava outro nome como autor. E como o mundo dá voltas, segundo um ditado popular, cá estamos nós, sem direitos autorais de novo. Ou como diria o poeta, o mundo é uma salada mista.
O livro mais lido e mais influente de todos os tempos, a Bíblia, que nada mais é que um compendio de milhares de outras historias, inclusive da epopéia de Gilgamesh oriunda dos Sumérios, começou a ser organizada perto do ano 1000 A.C., no inicio da organização das tribos habitantes das terras de Canaã que viriam a se chamar Israel, sob a batuta de um Rei, Davi. Quase tudo contado em forma de parábolas, ou epopéias, narra as aventuras do homem desde a criação, em dois textos distintos, um citando YAWEH, ou Javé ou Jeová, depende da tradução, e Elohim. O primeiro criara o mundo em sete dias o segundo em apenas um.
Na epopéia de Gilgamesh, um semideus, que dá nome a estória, salva a humanidade de uma catástrofe de inundação, relatada como um dilúvio geral sobre a terra, copiada na bíblia com nome de Noé, e os dois nomes dos deuses criadores de repetem, nem houve uma revisão. Mesmo assim creditaram estes dois textos, Gênesis e Êxodo a um autor apenas, o mítico Moisés.
Por volta de 389 A.C., um religioso chamado Esdras dá uma editada nas estórias destes dois livros creditados a Moisés, e escrevem mais tres, Deuteronômio, Números e Levítico, e creditam a Moisés. Nada de créditos autorais aos verdadeiros autores. Já quando resolveram escrever a história de um jovem Judeu que enfrentou os sacerdotes do templo, e ganhava a vida como mágico, segundo relatos que se mantiveram originais sem interferência de Padres, Monges ou Bulas Papais, nem editores manipuladores no decorrer dos séculos, colocaram seus devidos créditos nos textos, exceto os três primeiros evangelhos, que foram de outros autores, mas colocados nos nomes dos mestres, Marcos, Lucas e Matheus.
Assim como o cinema Americano é usado como moeda de troca nos negócios, a Bíblia foi usada como único livro da humanidade por séculos, imposta sob pena de morte, num marketing para lá de absurdo, que funcionou graças a milhares de fogueiras usadas para queimar homens e outros tipos de escrituras, fazendo humanidade chegar à idade média, como no tempo das cavernas, se bem que ainda hoje tem uns pelas ruas de nossas modernas cidades que estão na pedra lascada, mas isso é outra história.
Na idade média, obras literárias começam a ganhar espaço, e os autores nem tanto, costumava-se a citar fontes mais antigas para corroborar suas escritas, e algumas obras transcendem, como o caso do Rei Arthur, difícil de afirmar se foi real, se foi lenda, e se há um autor. Assim como Dom Quixote, sabe-se tratar de um romance, mas se confunde com o real, além de poucos saberem quem é o autor da saga do Cavaleiro Andante. Michael Scott e Miguel de Cervantes, são pouco relevantes?
Até o William Shakespeare entrou nessa onda, te historiadores que calculam mais de dezessete autores aos textos atribuídos ao bardo, outros ainda, afirmam que o celebrado autor inglês, nada mais fez que plagiar inúmeros autores europeus, contemporâneos ou não. A verdade é que nem tudo é o que parece ser. Uma professora de Porto Alegre, foi acusada de espalhar pela Internet um texto e uma foto de jovem infrator no trânsito, educado igual aos religiosos da idade média ou aos homens das cavernas, mas o texto nem a foto eram criações dela.
Um quase acidente numa via de Porto Alegre – RS, uma reclamação e o jovem filhinho de papai, deu ré acertando o carro de uma senhora, ainda fazendo gestos desrespeitosos à dita dama, que o fotografou e enviou por e-mail para alguns amigos, junto com um texto de desabafo. Tempos depois, alguém alterou o titulo do texto e a autoria, passando para uma professora dando mais credibilidade ao texto, assim como Esdras, que abriu mão de assumir os textos ante Moisés.
Ainda com inúmeros casos assim, anônimos, ainda surgem casos como em muitos blogs, há um roubo de texto, e novo credito, e com pessoas ditas honradas, com nome e sobrenome, e outros títulos depois.
Assim acontece no mundo virtual de milhares de textos circulando creditados a grandes autores nacionais, os direitos autorais estão começando a se findar. Voltamos a viver como a 10.000 anos atrás. Ou como disse o Cineasta Carlos Gerbase: “Morreu! Já era. Direito autoral nunca deu dinheiro a ninguém, agora menos ainda”.
domingo, 16 de novembro de 2008
A volta da inquisição
Ainda se fala, muito se fala na verdade, e ao que parece ainda vai se falar muito mais sobre o ano de 1968, que dizem, ser o ano que não terminou. Não é segredo para ninguém sobre o dito ano de movimentos globais pela liberdade, movimentos de estudantes na Europa, conflitos raciais acirrados na América do Norte, privações de liberdade na América do Sul. Que continuam até hoje disfarçado de democracia, deve ser por isso que o ano fatídico ainda não terminou.
Depois de milhares de achaques na nossa liberdade pelos homens fardados nos vinte e um anos de ditadura militar, uma apoda democracia apoderou-se das sobras, nos achacando dentro das normas ditadas democraticamente no ano de 1988, chamada de constituição que delibera poderes irrestritos ditatoriais pelo administrador mor da nação eleito pelo povo, que nunca fica sabendo o que acontece pelas suas costas.
Agora um acordo feito no vaticano, a portas fechadas, os democráticos governantes do Brasil impõe um conjunto de leis versando sobre a igreja católica no País. Assinado sem consulta popular e inconstitucional, discriminando e classificando o cidadão Brasileiro em duas categorias, tais quais o terceiro Reich.
As conversas existentes entre o Papado e o governo federal acontecem desde o mandato de FHC em 2000, embora oficialmente se afirme que a proposta foi enviada pelo vaticano e discutida a partir de 2006. O direito de livre expressão do cidadão foi jogado no lixo junto com a constituição e seu inciso número cinco.
Num dos artigos o vaticano impõe o ensino religioso obrigatório nas escolas públicas, num retrocesso medieval. No Brasil o ensino religioso é facultativo, devido à diversidade religiosa aceita no país, considerado um paraíso, diante de tamanha liberdade de crenças. Claro que, sempre tendo algumas pendengas mas, normal, como nas melhores famílias. O governo brasileiro maquiou o artigo, onde dizia obrigatoriedade, foi acrescentado a expressão “outras confissões” ao texto e justificou: para assegurar "o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação".
Feita de uma forma autoritária e na melhor negociata de traficantes, acabaram com direitos adquiridos arduamente, com sangue e suor, democraticamente. Você poderá obter mais informações neste endereço, onde está o acordo na integra. No fim, uma brecha legal, como todas as leis, fica uma porta escancarada para a ICAR meter a opinião atroz desta pútrida entidade nos rumos das nossas vidas. O governo assinou uma carta branca, dando liberdade total à igreja intervir em leis dentro dos preceitos falidos do Papado, sem integridade moral, calcado em mentiras monumentais e negócios escusos como o tratado de Latrão, para dar um exemplo.
Lutamos há séculos pela igualdade e agora vamos ter classificação? Cidadãos de primeira classe, os católicos e os de segunda classe, os não católicos. Acaso seria o inicio de uma nova inquisição? Ou a ICAR não quer falar sobre o assunto? Varreu para debaixo do ouro que forma o tapete do vaticano? Vamos arder numa fogueira ou vamos para a cadeira elétrica? Creio que será a primeira, já que retroagir é a regra.
Além disso, a arte sacra de muito valor, diga-se de passagem, que admiro e visito, passará a onerar o estado, mesmo que faça parte da fortuna incalculável da Igreja. Mais um achaque institucional no bolso combalido do cidadão brasileiro. Dinheiro este que poderia ser usado para criar escolas e melhorar a educação, mas isso não é interessante, pois desfaz dogmas e revela a verdade. Quem vai mandar no país é uma entidade que desrespeita as leis e “patrola” o individuo. Desconhece o pensamento livre, tenta arbitrar até todas as ações do cidadão, amordaça seus servidores (servos), que não cumpre as normas da CLT, enfim, não respeita a autonomia da republica, e não merece um pingo de nosso crédito.
Agora o projeto vai para o congresso nacional, para apreciação dos deputados e senadores, velhos lobos, que são, na maioria, carneirinhos diante destas questões desta magnitude. É preciso uma grande manifestação popular para vetar essa vergonha evitando que haja um retrocesso ao Brasil imperial.
Depois de milhares de achaques na nossa liberdade pelos homens fardados nos vinte e um anos de ditadura militar, uma apoda democracia apoderou-se das sobras, nos achacando dentro das normas ditadas democraticamente no ano de 1988, chamada de constituição que delibera poderes irrestritos ditatoriais pelo administrador mor da nação eleito pelo povo, que nunca fica sabendo o que acontece pelas suas costas.
Agora um acordo feito no vaticano, a portas fechadas, os democráticos governantes do Brasil impõe um conjunto de leis versando sobre a igreja católica no País. Assinado sem consulta popular e inconstitucional, discriminando e classificando o cidadão Brasileiro em duas categorias, tais quais o terceiro Reich.
As conversas existentes entre o Papado e o governo federal acontecem desde o mandato de FHC em 2000, embora oficialmente se afirme que a proposta foi enviada pelo vaticano e discutida a partir de 2006. O direito de livre expressão do cidadão foi jogado no lixo junto com a constituição e seu inciso número cinco.
Num dos artigos o vaticano impõe o ensino religioso obrigatório nas escolas públicas, num retrocesso medieval. No Brasil o ensino religioso é facultativo, devido à diversidade religiosa aceita no país, considerado um paraíso, diante de tamanha liberdade de crenças. Claro que, sempre tendo algumas pendengas mas, normal, como nas melhores famílias. O governo brasileiro maquiou o artigo, onde dizia obrigatoriedade, foi acrescentado a expressão “outras confissões” ao texto e justificou: para assegurar "o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação".
Feita de uma forma autoritária e na melhor negociata de traficantes, acabaram com direitos adquiridos arduamente, com sangue e suor, democraticamente. Você poderá obter mais informações neste endereço, onde está o acordo na integra. No fim, uma brecha legal, como todas as leis, fica uma porta escancarada para a ICAR meter a opinião atroz desta pútrida entidade nos rumos das nossas vidas. O governo assinou uma carta branca, dando liberdade total à igreja intervir em leis dentro dos preceitos falidos do Papado, sem integridade moral, calcado em mentiras monumentais e negócios escusos como o tratado de Latrão, para dar um exemplo.
Lutamos há séculos pela igualdade e agora vamos ter classificação? Cidadãos de primeira classe, os católicos e os de segunda classe, os não católicos. Acaso seria o inicio de uma nova inquisição? Ou a ICAR não quer falar sobre o assunto? Varreu para debaixo do ouro que forma o tapete do vaticano? Vamos arder numa fogueira ou vamos para a cadeira elétrica? Creio que será a primeira, já que retroagir é a regra.
Além disso, a arte sacra de muito valor, diga-se de passagem, que admiro e visito, passará a onerar o estado, mesmo que faça parte da fortuna incalculável da Igreja. Mais um achaque institucional no bolso combalido do cidadão brasileiro. Dinheiro este que poderia ser usado para criar escolas e melhorar a educação, mas isso não é interessante, pois desfaz dogmas e revela a verdade. Quem vai mandar no país é uma entidade que desrespeita as leis e “patrola” o individuo. Desconhece o pensamento livre, tenta arbitrar até todas as ações do cidadão, amordaça seus servidores (servos), que não cumpre as normas da CLT, enfim, não respeita a autonomia da republica, e não merece um pingo de nosso crédito.
Agora o projeto vai para o congresso nacional, para apreciação dos deputados e senadores, velhos lobos, que são, na maioria, carneirinhos diante destas questões desta magnitude. É preciso uma grande manifestação popular para vetar essa vergonha evitando que haja um retrocesso ao Brasil imperial.
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