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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Corrupção registrada em cartório

                          Quando não se imagina mais nada nos escândalos políticos deste país, um vereador da Paraíba, resolve colocar sua cidade no mapa. Um nobre edil da cidade de Prata, a 312 km de João Pessoa, vendeu sua vaga na câmara por R$ 35.000,00. Fazia parte do pacote um cargo na prefeitura. O vereador  José Erinaldo de Sousa, eleito numa coligação do seu partido, o PRP com o DEM.
                           O suplente do PRP, Ginaldo Batista, que não é o primeiro suplente dentro da coligação, resolveu denunciar o vereador recém empossado, Israel Simões de Araújo do DEM, comprador da vaga na câmara legislativa do município. Na melhor cópia errônea do governador de Illinois - EUA,  Rod Blagojevich, que planejava vender a cadeira de Barack Obama no Senado Federal.
                            Com a única diferença de um país atrasado como o nosso, de um país de primeiro mundo, é ação da justiça, e que não é copiado como exemplo, o Governador foi parar na cadeia e certamente não mais será eleito nem para sindico. Aqui no Brasil, quanto mais na mídia o politico estiver, mesmo que nas páginas policiais, será reeleito com méritos.
                             Quem nasceu para viralatas, nunca chega no canil.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O que seu candidato fez de certo hoje?

                               De dois em dois anos o Brasil vira uma anarco-democracia. São as eleições. Democraticamente somos obrigados a escolher uma nossos vorazes achacadores. Como dizia meu avô, "é como tratar burro que não encilho a pão de ". Entre as barbáries cometidas pelos nossos políticos está a lei que obriga todo o cidadão a sair de casa num domingo, dia universal de descanso do trabalhador, para escolher criaturas que não farão nada pelo povo, e de quebra, ganharão por mês o que um deles não ganhará certamente no ano todo.
                                Não bastasse isso, os ficha-sujas tomam conta das ruas, deixando as vias públicas iguais a suas marcas na justiça. Ainda escolhem cabos eleitorais de educação zero, que não respeitam as leis eleitorais, ainda questionam e querem briga, com quem quer que as leis sejam cumpridas. Como nesse caso aqui. Basta dar uma volta pelas principais ruas das cidades, para ver nos cruzamentos, nas avenidas o desrespeito com a vida das pessoas. Em matéria do jornal ZH, de quinta feira, uma mostra em fotos dos principais cruzamentos e o depoimento de motoristas sobre os famosos cavaletes nas vias, que para estar dentro da regra, não podem estar a menos de 2 metros e meio da via de rodagem.
                                  Agora veja a foto acima. É da Av. Senador Nei Britto em Gravataí-RS, mas poderia ser na sua rua, no seu bairro, no seu município.

                                Agora pense um pouco: Quem não respeita a lei antes das eleições, respeitará depois?

                                 Nesta mesma via ainda, há propaganda para diversos candidatos e partidos, entre eles alguns fichas sujas, inclusive o primeiro do cartaz cassado na eleição anterior antes do pleito onde era candidato a prefeito. Ainda de um outro ex-prefeito que teve as contas rejeitadas pelo TCE e de outros que só lembram de Gravataí-RS quando há eleição.Porém, numa coisa eu concordo com o Bordignon, amigo eleitor, vote para vencer. Vote em candidatos Ficha-limpa, que tenha feito algo de útil para o povo, elimine da vida pública quem quer transformar o Brasil numa privada.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tô me lixando!

Eu podia estar me lixando, mas não estou aqui sendo linxado. Alguém lembra no nosso nobre representante do PTB-RS na camara federal Sérgio Moraes?


O Benett nos mostra:



Se o nobre Deputado não sabe...



Não esqueça, para votar, leve seu titulo e uma lixa de unha... aliás... leve uma lixadeira eletrica.

É pouco cupim, para tanto cara de pau.

sábado, 14 de agosto de 2010

Valores Humanos


Porthus Junior - Pioneiro
Muito debate se faz no mundo sobre os valores humanos. Sobre o quanto vale uma vida, ou quanto vale a honra, já chegaram a pesar a alma de um homo sapiens. Para alguns, a vida não tem valor algum. Arriscam a vida e as perdem com tanta facilidade e inconseqüência.
Agora nos deparamos com um caso curioso em Farroupilha – RS, cidade berço da imigração italiana e capital nacional da malha, sete mulheres estavam vendendo seus filhos para comprar crack. Leia mais detalhes na ZH online.  As mães, que não devem, mas diz a sabedoria popular, deviam amar incondicionalmente seus frutos, trocam-nos por uma droga qualquer. Ou seja, os seres por elas paridos não valem nada, pois amanhã nem fumaça mais deles restará nelas.
As mulheres têm em comum a idade, entre 20 e 30 anos, e o fato de se prostítuirem num reduto de prostíbulos da cidade. Sorte dessas crianças que uma delas num último suspiro de humanidade denunciou o caso à promotoria pública. Muitas delas ainda no período de gravidez, usuárias da droga, colocavam em risco a vida das crianças também.
Vamos ao carnaval. Na republica dos viralatas, a pão, circo e novela, vem ai, mais uma copa do mundo.      

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O respeito dos politicos


É consenso geral entre os eleitores, o desrespeito da classe política para com o povo, não bastasse isso, os postulantes já abusam na campanha, o que não farão no exercício do mandato?
Durante a campanha há regras e leis que determinam o que pode e o que não pode ser feito para dar paridade entre os concorrentes. Porém, sempre tem àqueles que passam por cima das normas, e tem aos montes. As leis eleitorais, como as constitucionais, parecem aos olhos da maioria, uma simples ação de sujar papel.
A política é assunto sério, embora poucos são aqueles que a colocam no campo máximo da seriedade devida. E essa postura não só deveria ser regra a todos os que exercem cargos políticos, mas também a quem faz parte do jogo, os famosos cabos eleitorais.
Bem ou mal, o cabo eleitoral reflete nas ruas à imagem do candidato, por isso compete ao interessado, em manter uma postura cordata ao cargo e responsabilidades que serão assumidas, escolher pessoas qualificadas para prestar esse serviço de suma importância à sociedade.
Há uma regra eleitoral, os postulantes a cargos públicos não saibam, Lei nº 9.096/1995, no artigo 39, parágrafo 3º Inciso III, que proíbe campanha sonora próximo às Escolas, Igrejas, Bibliotecas e Teatros, quando em funcionamento.
Essa regra era descumprida por um Caminhão placas IBO 8306, similar a um trio elétrico, próximo às 10 horas da manhã de 11 de agosto de 2010, próximo à escola Bom Sucesso em Gravataí – RS, com um som absurdamente alto, quando a Lei proíbe essa ação a menos de 200 metros dessas instituições.
Além dessa regra descumprida, o motorista foi extremamente grosseiro com um transeunte que pedia para ele baixar o som em respeito à escola, ou seja, errado é quem cumpre as Leis. Esse tipo de profissional, contratado pelos candidatos a deputado estadual e Federal do PSB, respectivamente, Miki Breier e José Stédile, deveria assumir uma postura mais responsável e coerente com sua função.
Mesmo a educação tão sucateada e abandonada pelo poder público, merece ao menos ser respeitada com silêncio, para que no futuro tenhamos candidatos e cabos eleitorais educados e cumpridores das leis.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Quem faz justiça, vende?


Quando o time do Brasil perdeu a copa em casa em 1950, foi uma balburdia ensurdecedora, levando cronistas brasileiros, como Nelson Rodrigues, a cunhar o termo: Republica de Vira-latas. Adotei a frase, cinquenta anos depois para batizar meu blog, por ver ali do lado de fora, os cães sarnentos ainda aplaudem a galinha girando na assadeira.
 Quando o Brasil perdeu a dignidade, calou-se o Maracanã lotado, espalhou-se pelas ruas, cidades, estados, emudecendo uma nação. Alguns lutaram contra o autoritarismo por liberdade, outros por uma aposentadoria polpuda nos anos 2000. Mas a constituição de 1988 em nada mudou o estigma da justiça, entre aspas, para todos, mas que na pratica atende alguns afortunados neste país de injustiças abissais na distribuição de renda e hombridade.
O cidadão comum ao ser pego em delito, será preso e o seu direito de presunção de inocência vai pelo ralo, vide caso da mulher que ficou presa 4 meses ao furtar um pote de manteiga. O pobre diabo será fichado perderá os documentos, ficará marcado para sempre, não conseguirá emprego, nem aposentadoria, mesmo com propagandas de reintegração criadas pelos ministérios do setor.
Já do outro lado, temos magistrados sendo acusados de vendas de acórdãos e serem sumariamente aposentados. O salário de cada um equivale à de 40 brasileiros comuns ao mês. Isso não é punição é uma premiação. Não há temor em cumprir as regras. A balança da Justiça pende apenas para o lado do ouro, que pesa mais que a palha usada na cama dos Viralatas.
                        A estátua mulher vendada diante do Palácio da Justiça não representa a Justiça cega, mas sim um povo cego que não vê os arroubos cometidos dentro da instituição para manter os cachorros com Pedigree alheios ao mundo além dos muros do paraíso judicial

terça-feira, 27 de julho de 2010

A responsabilidade é de quem?



Os brasileiros levam a sério Homer Simpson, que cunhou a seguinte frase: “A culpa é minha, e eu coloco ela em quem quiser”. Cada vez que acontece algum infortúnio, aliás, essa palavra não seria a mais adequada, já que as tragédias humanas estão se tornando regras e não exceção.
 A dimensão que alguns casos tomam, como no caso Nardoni ou quando envolvem famosos, geram debates e discussões, que se esvaziam rapidamente, tal qual o interesse pelo caso na mídia. E quando muda alguma coisa, raramente muda, modifica apenas no papel, não sendo efetivada na mentalidade do povo. As leis nascem mortas.
Recentemente no caso do jovem músico morto por atropelamento num túnel carioca, vimos um super-dimensionamento do caso pela profissão da mãe, porém, logo direcionado aos policiais que atenderam ao caso e exigiram propinas para acobertar os fatos. Nesse caso, pela repercussão midiática do atropelamento, “a casa caiu”, como dizem, e os policiais foram desmascarados. De repente, parece que, a culpa recai sobre os policiais.
Geralmente em casos assim, há muitos culpados, mas no andar anímico da justiça, fica “um tal” de acusa daqui, muda depoimento de lá, e no fim, quando tem fim, é feliz para os culpados e só resta a dor para quem viveu a perda. Nada justifica a violência. E a busca por um culpado, às vezes, violenta mais ainda, e as injustiças corroem o que sobrou.
Quando o estado perde a cabeça, os pés pensam que mandam, e cada um vai para um lado, os corruptos assumem as veias do sistema, e nas zonas periféricas, quem tem um dedo é rei. Os criminosos dominam as lacunas acéfalas do poder público e ninguém mais identifica quem é o mocinho e o bandido, e na maioria das vezes, nem um os dois, sabe de que lado está.
Infelizmente, precisa de pessoas famosas tornar-se vitimas de crimes ou serem agentes destes, para tomar dimensão suficiente para gerar discussões e algumas tímidas mudanças. E não são fatos novos, os telejornais estão recheados de cenas diárias das mais chocantes possíveis com pessoas comuns, órfãs do sistema, e ninguém se responsabiliza pelo sangramento de vidas na republiqueta, só a urna salva.  

Porta Curtas - Ilha das Flores