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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Escravidão Sistêmica


Numa noticia do site Sensacionalista.com, um jornal isento de verdade, o candidato a Plínio de Arruda Sampaio, lutava pela liberação dos escravos. Segundo o site, o candidato derrotado nas urnas pelo Moisés ainda na eleição dentro do Egito, afirmou: “não podemos mais tolerar essa mácula contra os Irmãos Africanos”.  
Mas, o que aparece como piada, nos remete a realidade, sem precisar forçar tanto. Pois nossa democracia proíbe jornais de noticiar, não é nem proibir a opinião, mas a noticia. A poucos dias das eleições, o cidadão ainda não sabe que documento precisa levar às Urnas. Muitos ainda não sabem em quem poderão votar, isso nem pode ser chamado de indecisão, pois independe do eleitor, mas da ficha. Ou suja ou limpa? Ou vale agora ou vale na outra?
Democraticamente somos obrigados a votar. Mesmo quem não tem candidato, mesmo quem não encontrou um emparelhado com suas ideologias. Cada político implora seu voto, faça valer sua força, faça o político valorizar seu voto. Vote naquele que vota com o povo.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O respeito dos politicos


É consenso geral entre os eleitores, o desrespeito da classe política para com o povo, não bastasse isso, os postulantes já abusam na campanha, o que não farão no exercício do mandato?
Durante a campanha há regras e leis que determinam o que pode e o que não pode ser feito para dar paridade entre os concorrentes. Porém, sempre tem àqueles que passam por cima das normas, e tem aos montes. As leis eleitorais, como as constitucionais, parecem aos olhos da maioria, uma simples ação de sujar papel.
A política é assunto sério, embora poucos são aqueles que a colocam no campo máximo da seriedade devida. E essa postura não só deveria ser regra a todos os que exercem cargos políticos, mas também a quem faz parte do jogo, os famosos cabos eleitorais.
Bem ou mal, o cabo eleitoral reflete nas ruas à imagem do candidato, por isso compete ao interessado, em manter uma postura cordata ao cargo e responsabilidades que serão assumidas, escolher pessoas qualificadas para prestar esse serviço de suma importância à sociedade.
Há uma regra eleitoral, os postulantes a cargos públicos não saibam, Lei nº 9.096/1995, no artigo 39, parágrafo 3º Inciso III, que proíbe campanha sonora próximo às Escolas, Igrejas, Bibliotecas e Teatros, quando em funcionamento.
Essa regra era descumprida por um Caminhão placas IBO 8306, similar a um trio elétrico, próximo às 10 horas da manhã de 11 de agosto de 2010, próximo à escola Bom Sucesso em Gravataí – RS, com um som absurdamente alto, quando a Lei proíbe essa ação a menos de 200 metros dessas instituições.
Além dessa regra descumprida, o motorista foi extremamente grosseiro com um transeunte que pedia para ele baixar o som em respeito à escola, ou seja, errado é quem cumpre as Leis. Esse tipo de profissional, contratado pelos candidatos a deputado estadual e Federal do PSB, respectivamente, Miki Breier e José Stédile, deveria assumir uma postura mais responsável e coerente com sua função.
Mesmo a educação tão sucateada e abandonada pelo poder público, merece ao menos ser respeitada com silêncio, para que no futuro tenhamos candidatos e cabos eleitorais educados e cumpridores das leis.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A responsabilidade é de quem?



Os brasileiros levam a sério Homer Simpson, que cunhou a seguinte frase: “A culpa é minha, e eu coloco ela em quem quiser”. Cada vez que acontece algum infortúnio, aliás, essa palavra não seria a mais adequada, já que as tragédias humanas estão se tornando regras e não exceção.
 A dimensão que alguns casos tomam, como no caso Nardoni ou quando envolvem famosos, geram debates e discussões, que se esvaziam rapidamente, tal qual o interesse pelo caso na mídia. E quando muda alguma coisa, raramente muda, modifica apenas no papel, não sendo efetivada na mentalidade do povo. As leis nascem mortas.
Recentemente no caso do jovem músico morto por atropelamento num túnel carioca, vimos um super-dimensionamento do caso pela profissão da mãe, porém, logo direcionado aos policiais que atenderam ao caso e exigiram propinas para acobertar os fatos. Nesse caso, pela repercussão midiática do atropelamento, “a casa caiu”, como dizem, e os policiais foram desmascarados. De repente, parece que, a culpa recai sobre os policiais.
Geralmente em casos assim, há muitos culpados, mas no andar anímico da justiça, fica “um tal” de acusa daqui, muda depoimento de lá, e no fim, quando tem fim, é feliz para os culpados e só resta a dor para quem viveu a perda. Nada justifica a violência. E a busca por um culpado, às vezes, violenta mais ainda, e as injustiças corroem o que sobrou.
Quando o estado perde a cabeça, os pés pensam que mandam, e cada um vai para um lado, os corruptos assumem as veias do sistema, e nas zonas periféricas, quem tem um dedo é rei. Os criminosos dominam as lacunas acéfalas do poder público e ninguém mais identifica quem é o mocinho e o bandido, e na maioria das vezes, nem um os dois, sabe de que lado está.
Infelizmente, precisa de pessoas famosas tornar-se vitimas de crimes ou serem agentes destes, para tomar dimensão suficiente para gerar discussões e algumas tímidas mudanças. E não são fatos novos, os telejornais estão recheados de cenas diárias das mais chocantes possíveis com pessoas comuns, órfãs do sistema, e ninguém se responsabiliza pelo sangramento de vidas na republiqueta, só a urna salva.  

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A opinião remove montanhas


É consenso. Pessoas turronas, com ideias firmes, nem sempre certas, mas afincadas, popularmente conhecidas como “cabeça-dura”, são tidas como pessoas de “gênio forte”. Mas a opinião é própria?  
Parece aquela piada do Tenente e seu subordinado durante a ditadura:

Tenente – Soldado 29, o que pensas do nosso governo?
Soldado – O mesmo que o senhor, senhor!
Tenente – Soldado 29! Está preso por desacato ao governo.

Como aconteceu recentemente no famoso reality show, onde condenaram um dos participantes como Nazista homofôbico e mais outras delicadezas singelas, como chutador de poodles, enquanto nas votações secretas, abonaram suas ideias premiando-o. Ou seja, opinião que vale é a dos outros. Parece que todo mundo torce que alguém venha a público e dê sua opinião e fique de peito aberto aos pregos da crucificação.
Mesmo tendo uma opinião similar, para não desagradar ao povo, todos atiram mais uma pedra. Como um erro de um ídolo, logo vira moda. A idolatria medíocre inibe a opinião. Aprecie a obra, embora questione a vida de seu autor, a que concorde, ou discorde, como diz o filosofo: “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é coisa”.
Toda a opinião lançada terá conseqüências, ou boas ou ruins, em um tempo de “politicamente correto”, até criticar ladrão gera processo. Arrumam desculpas para fugir de todas as encrencas possíveis que acarretam com as ideias. Desculpas de perseguição, tal qual antissemitismo, para acusações de pedofilia. O Papa não está imune a essas acusações de acobertamento de casos quando era bispo, sejam as acusações verdadeiras ou não, precisa de apuração. Aliás, milhões de pessoas seguindo o mesmo livro de 2600 anos atrás, idolatrando uma pessoa, que sequer aceitam como era, criaram uma aura protecionista em torno do ídolo, que nem casado querem que seja.
Faz-se um drama de comoção nacional a morte de uma ou outra pessoa pública, ou pela forma que aconteceu a morte de uma criatura desconhecida que no descortinar da vida fez fama, e esquecem as milhares de mortes acontecidas no transito, na violência das nossas cidades em assaltos e latrocínios, numa guerra diária, que é como se um A-320 se chocasse com um prédio todos os dias.
Não bastasse toda essa catástrofe humana desnecessária, ainda há os assassinatos premeditados pela ganância e mau gerenciamento de nossos eleitos, no descaso com os riscos das ocupações irregulares, agir antes para que? Deus ajuda seu rebanho. Então vamos extirpar os cargos públicos e deixar todas as ações ao “Deus dará”. Ainda tem quem defenda a justiça divina ante a humana, então é defensor da pena de morte? Manda para o júri de Deus agora?
                  Estamos por demais amordaçados, quem não manda uma idéia, mesmo que equivocada, ou um e-mail, mesmo que anônimo, não pode se eximir de culpa, mas como só quem não tem cabeça é que manda na opinião dos outros, a maioria cruza os braços, ou os dedos, mas a montanha não se mexe, mesmo com o mundo todo orando em torno dela.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Para que mais vereadores?

                Os deputados só parecem nestes momentos, a de aumentar salários, deles próprios, ou aumentar os gastos públicos. Confira a lista dos deputados gaúchos que traem seus eleitores:

Afonso Hamm (PP) – Sim
Darcísio Perondi (PMDB) – Sim
Eliseu Padilha (PMDB) – Abstenção
Emilia Fernandes (PT) – Sim
Enio Bacci (PDT) – Sim
Fernando Marroni (PT) – Sim
Geraldinho (Psol) – Sim
Germano Bonow (DEM) – Sim
Ibsen Pinheiro (PMDB) – Sim
Luis Carlos Heinze (PP) – Sim
Luiz Carlos Busato (PTB) – Sim
Manuela DÁvila (PCdoB) – Sim
Marco Maia (PT) – Sim
Mendes Ribeiro Filho (PMDB) – Sim
Nelson Proença (PPS) – Não
Onyx Lorenzoni (DEM) – Sim
Paulo Pimenta (PT) – Sim
Paulo Roberto Pereira (PTB) – Sim
Pepe Vargas (PT) – Sim
Pompeo de Mattos (PDT) – Sim
Professor Ruy Pauletti (PSDB) – Sim
Vieira da Cunha (PDT) – Sim
Vilson Covatti (PP) – Sim

                  Lembrando que o único a votar Não, deve estar fora da lista em 2010, os outros, espero que os eleitores com vontade de mudar essa republiqueta de vira-latas, tratem de eliminar. Dê um basta em usurpadores dos cofres públicos.

                  Vote naquele que vota pelo povo.

Porta Curtas - Ilha das Flores