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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Eba! Brasil é primeiro mundo...

                Sinceramente eu queria começar este post com um sonoro palavrão... mas aí seria me igualar aos viralatas da Republiqueta de 5º mundo.
                 Depois de analisar os dados deste gráfico, você amigo leitor consciente de sua porção humana, certamente bradará ao quatro cantos comigo, um sonoro e ensurdecedor palavrão a teu critério. Ao ver a imagem abaixo, fique a vontade para vociferar mais ainda.
                 E onde estão nossos eleitos? Comprando avião.
                
                Estamos numa situação falimentar da sociedade Brasileira, mesmo depois de programas de fome zero, bolsa família, entre outros, a fome ainda assola nossa nação. E nossos governantes comprando caças e aviões modernosos para viagens internacionais. A violência atinge patamares "como nunca antes na história deste país". As cenas que vimos nas ruas do Rio de Janeiro são como às do Iraque, do Afeganistão ou qualquer zona de Guerra.
                
                 A que ponto chegamos? Mesmo as ações militares nas favelas cariocas têm prazo para findar. Após a COPA de 2014 voltaremos ao domínio do tráfico como era antes. Mas parece que o povo não está nem um pouco ligando para as milhares de ações paliativas que vêem sendo tomadas desde sempre.

                 Todos aqueles que morreram no sonho da classe trabalhadora chegar ao poder e fazer tudo o que os outros faziam, inclusive alguns atos dignos de períodos de excessão como nos 20 anos de governo militar. Não sejamos tolos de achar que não melhorou, claro que melhorou. Desde de 2004, segundo o IBGE, os famintos do Brasil diminuíram cerca de 28%, quando a população aumentou em cerca de 5,5%.

                 Estaria de bom tom dizer que precisamos trocar o AeroLula, velho e acabado Airbus A-320 que custou só cem milhões de dólares, desgastado por fazer escalas para abastecer nas longas viagens do nosso presidente.Quando o povo não tem nem condições de manter um carrinho de 30 anos de uso. Não bastasse isso, agora projeta-se comprar um Airbus A-340 com capacidade de abastecimento no ar, mais espaçoso e moderno.

                 Afinal, estamos sendo humilhados pelos outros países por ter um avião de pequeno porte. Estamos envergonhados com a imagem do país lá fora, como que um presidente de uma nação tão pujante e rica como o Brasil viajando num avião que precisa parar para abastecer. Sorte tem o povo que não têm carro, nem dinheiro para abastecer e pode sequir caminhando ou pedalando sem escalas.

                Enquanto isso, o povo vai fazendo sua parte para orgulhar o país, morrendo nas intermináveis filas dos hospitais, quando não morrem de fome antes de chegar. Vão ganhando um salário invejável de 510 reais, que não sei o que fazem com tanto dinheiro, talvez queiram comprar um jatinho.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A responsabilidade é de quem?



Os brasileiros levam a sério Homer Simpson, que cunhou a seguinte frase: “A culpa é minha, e eu coloco ela em quem quiser”. Cada vez que acontece algum infortúnio, aliás, essa palavra não seria a mais adequada, já que as tragédias humanas estão se tornando regras e não exceção.
 A dimensão que alguns casos tomam, como no caso Nardoni ou quando envolvem famosos, geram debates e discussões, que se esvaziam rapidamente, tal qual o interesse pelo caso na mídia. E quando muda alguma coisa, raramente muda, modifica apenas no papel, não sendo efetivada na mentalidade do povo. As leis nascem mortas.
Recentemente no caso do jovem músico morto por atropelamento num túnel carioca, vimos um super-dimensionamento do caso pela profissão da mãe, porém, logo direcionado aos policiais que atenderam ao caso e exigiram propinas para acobertar os fatos. Nesse caso, pela repercussão midiática do atropelamento, “a casa caiu”, como dizem, e os policiais foram desmascarados. De repente, parece que, a culpa recai sobre os policiais.
Geralmente em casos assim, há muitos culpados, mas no andar anímico da justiça, fica “um tal” de acusa daqui, muda depoimento de lá, e no fim, quando tem fim, é feliz para os culpados e só resta a dor para quem viveu a perda. Nada justifica a violência. E a busca por um culpado, às vezes, violenta mais ainda, e as injustiças corroem o que sobrou.
Quando o estado perde a cabeça, os pés pensam que mandam, e cada um vai para um lado, os corruptos assumem as veias do sistema, e nas zonas periféricas, quem tem um dedo é rei. Os criminosos dominam as lacunas acéfalas do poder público e ninguém mais identifica quem é o mocinho e o bandido, e na maioria das vezes, nem um os dois, sabe de que lado está.
Infelizmente, precisa de pessoas famosas tornar-se vitimas de crimes ou serem agentes destes, para tomar dimensão suficiente para gerar discussões e algumas tímidas mudanças. E não são fatos novos, os telejornais estão recheados de cenas diárias das mais chocantes possíveis com pessoas comuns, órfãs do sistema, e ninguém se responsabiliza pelo sangramento de vidas na republiqueta, só a urna salva.  

Porta Curtas - Ilha das Flores