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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Emegência!!!

Foto: Jefferson Botega - ZH
Até quando a dignidade humana será trocada por politicagens?

Nas emergências de Porto Alegre o cidadão espera por mais de 60 horas por um exame. Os hospitais do interior estão sucateados ou desequipados, soterrando os médicos da Capital, e também os das cidades pólo, criando algo inusitado, muitos hospitais do interior estão as moscas.

A famosa ambulâncio-terapia funciona a todo o vapor. Leo Miguel Niederle, 65 anos, saiu de Ivoti a 55 km de Porto Alegre, na manhã da terça feira e depois de 62 horas, ainda esperava pelos exames.

Nesses transportes de pessoas que enfrentam problemas de saúde, entram muitos políticos, que atuam nas suas bases trazendo doentes para Porto Alegre para dizer que estão fazendo algo pelos eleitores, com uma farta distribuição de remédios amostra grátis. Muitas vezes essas ambulâncias e micro-onibusô usados nessa tarefa sofrem acidentes, causando mais transtornos.

Há algum tempo atrás, numa cidade do interior, o então prefeito, foi conferir os pacientes que seriam enviados a Santa Maria e/ou Porto Alegre, 80% dos casos poderiam ser tratados na própria cidade, evitando gastos desnecessários com o transporte.

No fim são dois gastos. Um com o transporte dos pacientes até outro município, outro com a manutenção de maquinas e pessoas para a função na cidade. Além do desgaste das pessoas que, como o senhor Niederle, ficam em situações incomodas a espera de atendimento. As emergências de Porto Alegre já passaram do estágio de caos, e não é diferente nas demais capitais e cidades pólo, menos mal que nosso nunca antes Ex-Presidente, Luís Inácio Lula da Silva, afirmou que a saúde do Brasil estava a beira do 1º mundo, só se ele imagina o  1º mundo como o fim do mundo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Saúde de primeiro mundo

              Uma imagem vale mais do que mil palavras, diz o velho ditado. E sempre está presente, embora poucos dão atenção ao dito. Qualquer pesquisa nas ruas indica números estratosféricos de insatisfação do povo para com a saúde pública do Brasil.
                 Essas imagens não são montagens. São fotos e vídeos reais dos hospitais públicos do País, onde o presidente da Republica jura de dedos juntos, que a saúde beira o Primeiro Mundo. Se isso é primeiro mundo, o que teríamos no terceiro?
                
                 Pessoas precisam ficar horas nas filas para atendimento de emergência, meses nas filas para cirurgias simples, e anos para transplantes. Pessoas morrendo nas macas nos corredores dos hospitais por falta de leitos nas UTIs.
                
                 O contraditório, nesse caso, é que o mesmo governo que afirma que a saúde é digna de primeiro mundo, prega o retorno da CPMF para custear a mesma. O que precisamos na verdade são de marceneiros para tratar essas caras-de-pau. Elogiável o trabalho do SIMERS, sempre trabalhando pela SAÚDE, ao contrário do CEPERS, posicionando-se contra mais esse achaque tributário ao bolso do desenganado contribuinte.

                 Todos os anos em que foi cobrada a CPMF, nada mudou na saúde, o que mudaria agora?

                  Criado em 1993, sob protestos do PT, como PROVISÓRIA, e por medida provisória, e constantemente renovada, inclusive pelo PT quando chegou ao poder, e foi derrubada em 2007, pelos mesmos criadores da medida 14 anos antes. Quem antes era contra, agora é a favor, quem era a favor, agora é contra, no meio desse fogo cruzado, o povo não sabe para que lado correr, nem lugar vago para entrar a faca, nem maca para ser socorrido, nem vaga na UTI...

                    Não dá nem para pedir socorro, que as emergências estão lotadas.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mulher dá a luz em sala de espera

               Não atoa, na republiqueta de vira-latas, as mulheres são tratadas como cachorras de rua, embora tenha umas que adorariam ser chamadas de cachorras, neste caso é a imagem e semelhança dos nossos politicos, o caos da saúde pública. Creio que quem deixa a situação tomar essa forma, não tem mãe, ou tem uma que é o segundo caso.
                Mulher grávida de nove meses precisa dar a luz em sala de espera em Santos, pois não aceitaram-a na maternidade Silvério Fontes, pois esquecera os documentos em casa. Para dar a luz na sala de espera não precisava documentos. Agora um caso hipotético, como dizia meu avô, se o camarada chega com uma faca cravada no peito, alguns vão ajudar a empurrar para a morte ser mais rápida, ou caso tenha sido roubado ou não estar com documentos, deixarão com que o cidadão morra na portaria.
                 Esse é o país que temos, ou não temos, a cidadela dos sanguessugas da nação estão mesmo precupados em aumentar salários, no caso os deles, pois estão pouco ligando para o povo, isso para ser razoável, mas porque os filhos de chocadeira iriam se preocupar com maternidade?   

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Maus motoristas

                Fábio Lago, ator da Globo, atropelado no Rio relata o acontecido. Na republiqueta de viralatas, onde não há fiscalização, motoristas dirigem com habilitação vencida, pontos demasiados nas carteiras, ou sem licença para dirigir.
                - O carro me pegou de frente. Meu ombro bateu na janela do veículo e doeu muito. O impacto foi tão forte que a roda da minha bicicleta ficou debaixo da roda do carro. Se o motorista acelerasse, passaria por cima de mim. Vou ter de processá-lo. Eu podia ter morrido.
                Fábio criticou o atendimento recebido no Miguel Couto. Quem não morre na mão de motoristas bebados e/ou despreparados, acaba morrendo nas mãos de médicos pouco profissionais.

                - Como foi na rua, uma ambulância passou e me levou para lá. Você acredita que o médico ia me dar um analgésico e me liberar para casa? E ainda reclamou que eu estava chegando lá na hora do almoço dele? Só fui atendido de verdade no Copa D'Or. Fico pensando nas pessoas pobres que não têm plano de saúde.
                Fabio Lago, atualmente no ar na novela das 19hs da Rede Globo, precisará usar um dublê  para suas nos próximos capitulos, e o autor terá que fazer umas mudanças no roteiro,  para justificar a presença  de  um braço enfaixado na trama. Basta ver que milhares de motoristas com carteiras vencidas e ou com pontos suficientes para terem a carteira cassada, causando absurdos pelas ruas, e sem numero de motoristas não habilitados, estes nem se pode mensurar, tirando a vida ou mudando planos de pessoas, familias e empresas, graças as suas irresponsabilidades.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ainda bem que pagamos impostos 2

                Mais um capitulo da velha saga brasileira de pagar “bitributação” por tudo. Desta vez precisei de atendimento médico na cidade de Gravataí – RS, mas, mesmo exemplo próprio, serve para as maiores capitais, ou vilarejos recônditos deste imenso país sem lei, calcado na esperança de futuro, que fica sempre no amanhã.

                 Era uma gripe comum, que se estendeu em febre por mais de uma semana, resolvi buscar um atendimento médico após o expediente. Cerca de dezenove horas dirigi-me à uma clinica particular para usufruir do plano de saúde, terceira tarifa que preciso pagar para ter direito a tratamento médico, que na lei me é assegurado. Depois de duas horas e meia, sou atendido pelo pediatra da clínica, que não tem um clínico geral neste horário, apesar de vangloriar-se de ter atendimento emergencial até às 24 horas, e ser alertado que precisava fazer um exame mais detalhado em Raio-X, mas que naquele horário, naquela clínica, o plano não cobria. Só restava uma saída, dirigir-me a um hospital público, para usufruir dos impostos pagos ao ineficiente governo, chego a única clínica pública existente nesta cidade, eram vinte duas horas e treze minutos, mas resolvi ir ao setor dos convênios, onde me informaram que dentro de uma hora seria atendido.

               Na sala de espera da recepção, um homem ensangüentado, pedia pelo amor de Deus que o atendessem, estava ali há horas, tinha sido atropelado, estava com várias escoriações pelo corpo, e o atendimento omisso. Depois de quase uma hora passamos à outra sala, para uma espécie de triagem, e nos encaminharam à outra sala de espera. Só seriamos atendidos por volta de uma e meia da madrugada, por um médico residente que se desdobrava entre os atendimentos pelo SUS e os do convênio.

               Foram feitos alguns exames, que precisaram de mais duas horas para ficar pronto, sorte da natureza nada de mais grave, só de repouso e uns remédios e logo estaremos arribados, para pagar impostos para a saúde, impostos de outras fontes, que dizem ser para a saúde, e ainda pagar altas taxas dos convênios, para na maioria das vezes, nem representa nada, diante de um governo mentecapto, em todas as esferas, que nem para vigiar serve, já que atuar não há competência ou vontade.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mudar o mundo

                 Ainda tínhamos o mundo a nossos pés, mas não sabíamos o que era o mundo. Mas inventaram a política e as guerras, não necessariamente nesta ordem, bem como o barco à vela. Lendas foram criadas sobre o fim do mundo, antes mesmo de se conhecer o Brasil e seus políticos. O apocalipse do céu passou para o mundo tupiniquim. Mas não era o fim da terra descrita nas escrituras, mas sim do homem, bicho metido a racional, que pensava ser o próprio mundo, até ver que o mundo fede. Pena que não se manteve a idéia de que para além mar terminava o mundo num precipício sem fim.

                Monstros de lagos, como o Ness, bichos de sete cabeças, meio cavalo meio gente, minotauro entre tantas criaturas, eram apenas premonições para a nação que nasceria no ocidente, e acabaria com toda e qualquer perspectiva de vida decente de seus cidadãos numa escravatura disfarçada de liberdade democrática. Não há segurança nem para quem deveria fornecer a segurança do povo. Bandidos estão se rebelando por não ter lugar nas cadeias, enquanto os juristas estão liberando assaltantes e ladrões por falta de vagas nas penitenciarias. Eu queria dizer que é uma falta de respeito com o cidadão pagador de impostos, mas estaria sendo repetitivo, assim como milhões de brasileiros, quando na verdade é uma falta de moral coletiva. Um estado ausente.

                Uns reclamam do tamanho do país, com dimensões continentais, que seria facilmente resolvido, com a municipalização de todas as ações sociais, como arrecadação de impostos, saúde, educação, segurança, etc. um exemplo concreto de falência generalizada da nação estado Brasileiro, começa pelo quadro de funcionários. Nos temos planos de saúde do SUS e os deputados e CCs, tem outros planos de saúde, assim como se os funcionários da UNIMED buscassem a Golden Cross. Ou ainda, os deputados buscando seguranças particulares para sua segurança pessoal, com a segurança pública federal ai para isso. Deve ser por isso que tantos brasileiros procuram um país melhor para viver, no exterior.

               Finalmente mudaram o mundo, não descobrimos ainda para onde o levaram, mas queremos de volta.

Porta Curtas - Ilha das Flores