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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Polícia atrás de bandido, assim começa o ano na Assembléia do PR

Parana Online 

Olá, eis-me aqui nesta nobre República! 

Trago a vocês notícias da terra do Leite Quente, onde a política é provinciana, cheia de melindres, e com requintes de crueldade sorridentes e frios. O Paraná muda de lado, finalmente, após 8 anos de Maria Louca, mais conhecido como Roberto Requião,  no comando, comendo mamonas, dizendo bobagens sobre gays etc.  A imprensa local quase nada pode fazer, as emissoras estatais foram tomadas pelo estilo Hugo Chaves, foi um período de estragos imensuráveis. Tolo do cidadão que esperava uma transição pacífica. 

Ontem, no discurso de despedida, Nelson Justus desabafou, criando clima e quebrando protocolo. Nos últimos tempos, com o escândalo dos Diários Secretos, travou uma batalha particular com a imprensa, em especial a RPC, afiliada da Globo. Não é exagero dizer que ele ganhou essa batalha. Nada aconteceu e ele continua na vida pública, reeleito com uma votação nada modesta, algo em torno de 70 mil votos. 

O novo presidente, Waldir Rossoni, logicamente chegou dizendo que vai revolucionar a casa, e torná-la a "melhor assembléia legislativa do país". Após isso, o que temos são mais de 100 policiais militares em ocupação desde 01:00h  de hoje,  sob ordem direta do Governador. Os seguranças da assembléia foram demitidos, os sindicatos se revoltaram, e o clima agora é de pura apreensão.  Bloqueadores de grampos e uma arma foram encontrados na sala de segurança, mas as notícias correm somente superficialmente, com a mesma manchete o dia todo "Assembléia do PR é ocupada pela PM".  A justificativa para a ação é que o novo presidente sofreu ameaças.

É pessoas, é assim que começamos no Paraná um novo governo, que talvez implante um choque de gestão, espero somente que os "chocados" não sejamos nós, mais uma vez. 

Grato pela oportunidade de me manifestar neste espaço, despeço-me, e de vez em quando visitarei a República. 

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Politicagens & Sindicatos



 
No Brasil, embora não oficialmente, temos imposição sindical e os movimentos sociais desviam-se de seus propósitos. Sequer pode-se questionar as falcatruas que ocorrem dentro destes setores, que na origem é válido, sob risco de sofrer retaliações diversas. Cada vez mais, os sindicatos são partidarizados, devido à entrada sistemática de sindicalistas na política.
Ultimamente vemos os sindicatos tornarem-se antro de manifestações políticas, como na ação do CPERS, em julho do ano passado em frente à casa da Governadora Yeda Crusius PSDB, fugindo da ideia inicial de defesa de seus sindicalizados, exigia a saída imediata da governadora do cargo.
As manifestações do sindicato dos professores estaduais do Rio Grande do Sul vem perdendo ano após ano sua força de protesto, inclusive a mobilização dos integrantes diminui rapidamente. As greves organizadas pelo sindicato nos últimos anos, nunca conseguiram suas reivindicações por o apoio mínimo entre seus integrantes, e a falta de unidade ideológica política, vão minando as manifestações.
Por reunir pessoas com uma profissão em comum, não quer dizer que as ideologias políticas serão semelhantes. Luta-se por melhores salários e valorização da classe representada, independente de que partido ou ideologia que está no poder.
Sobre o protesto diante da casa da Governadora, houve exageros de ambas as partes. O CPERS não deveria invadir a vida pessoal da representante máxima do estado, embora numa manifestação livre e democrática, já a Sra. Crusius, exagerou ao expor seus netos à imprensa, como vitimas da ação.
Desde então, tornou-se um processo judicial, que em primeira instancia condenou-se o sindicato a indenizar os netos da governadora por danos morais em cerca de 20 mil reais. O caso promete ainda novos embates, pois ambas as partes vão recorrer da decisão. Porém, vale lembrar que, a batalha do CPERS não é por Impeachment de governador algum por problemas políticos, e pessoa pública não pode ter seu direito de privacidade violado, embora, deva explicações por má conduta, mas nada justifica o uso das crianças para finalidades políticas também.

Porta Curtas - Ilha das Flores