Reza a lenda, que um jovem e belo rapaz, recusou-se a casar com uma bela Ninfa, e os deuses o condenaram a autopaixão. A patológica situação de amar-se desesperadamente demais. Todos nós devemos ter uma dose de amor próprio além do amor dedicado aos demais. Para Freud, essa é uma ação necessária na espécie humana, desde os tempos “in útero”, mas dentro de um limite, que não extrapole o patológico. No caso do belo e jovem Narciso, a paixão foi tão forte e intensa que ele resolveu casar-se consigo mesmo. Como revelou ser impossível a união acontecer, Narciso, que passava horas de namoro com sua imagem na água, morreu afogado, ao tentar fazer amor com seu reflexo.
Nem a invenção do espelho, despertou tanto narcisismo como as invenções de redes sociais na Web, e máquinas fotográficas digitais. Basta dar uma circulada entre as redes sociais mais difundidas no mundo virtual para se ver as fotos, na imensa maioria das vezes autofotos, mostrando que o Narcisismo está tão fortemente dominando, que não se credita a ninguém a foto. Lá está a bendita foto, desfocadas, mal enquadradas e mal feitas, do rosto da pessoa, ou de uma protuberância sensual que queira mostrar. Colocam milhares de fotos e não mudam a pose, no máximo, a roupa, e voltam para a mesma pose, e clicam o mesmo ângulo, do braço esticado e a mostra, ou ainda pior, diante do espelho, para além do Narcisismo, exibir a marca da câmera, para arrasar a concorrência.
Desde antes destes modernos se criou varias formas de um simples mortal tornar-se lenda, ou virar celebridade, dizer que era deus na terra, ou até fazendo coisas memoráveis, como Gilgamesh, Ciro, Alexandre, Davi, Sócrates, Nabucodonosor, Salomão, Jesus, entre tantos, que passaram para a posteridade como personagens fortes, quase questionável a existência para além da imaginação. Depois escrever livros, atuar em cinema industrial, músicas ou novelas, viraram o mote do século XX, quando se chegou a produzir ícones dignos de reinado, do pop ao campo de futebol.
Mas são historias da era das navegações que pega uns famosos hoje, os papagaios de pirata, alcunha dada aos caroneiros da fama. Quem antes buscava quinze minutos de fama, agora se contenta com quinze segundos. Umas das mais badaladas celebridades da atualidade, são jogadores de futebol, para ficarmos num exemplo, onde sair com um jogador famoso, mesmo que numa noite apenas, rende capas e mais capas de revistas de fofocas e fotos em revistas masculinas. A busca pela fama cria casos patológicos, alguns não resistem.
Basta um pé na calçada de uma pessoa famosa, e vira manchete. Mas se sabe que são os próprios, na maioria das vezes, quem divulga fotos, textos, ou noticias, criam casos e depois negam, armações simples para ganhar manchetes, e talvez levar mais um papagaio com eles.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Mudar o mundo
Ainda tínhamos o mundo a nossos pés, mas não sabíamos o que era o mundo. Mas inventaram a política e as guerras, não necessariamente nesta ordem, bem como o barco à vela. Lendas foram criadas sobre o fim do mundo, antes mesmo de se conhecer o Brasil e seus políticos. O apocalipse do céu passou para o mundo tupiniquim. Mas não era o fim da terra descrita nas escrituras, mas sim do homem, bicho metido a racional, que pensava ser o próprio mundo, até ver que o mundo fede. Pena que não se manteve a idéia de que para além mar terminava o mundo num precipício sem fim.
Monstros de lagos, como o Ness, bichos de sete cabeças, meio cavalo meio gente, minotauro entre tantas criaturas, eram apenas premonições para a nação que nasceria no ocidente, e acabaria com toda e qualquer perspectiva de vida decente de seus cidadãos numa escravatura disfarçada de liberdade democrática. Não há segurança nem para quem deveria fornecer a segurança do povo. Bandidos estão se rebelando por não ter lugar nas cadeias, enquanto os juristas estão liberando assaltantes e ladrões por falta de vagas nas penitenciarias. Eu queria dizer que é uma falta de respeito com o cidadão pagador de impostos, mas estaria sendo repetitivo, assim como milhões de brasileiros, quando na verdade é uma falta de moral coletiva. Um estado ausente.
Uns reclamam do tamanho do país, com dimensões continentais, que seria facilmente resolvido, com a municipalização de todas as ações sociais, como arrecadação de impostos, saúde, educação, segurança, etc. um exemplo concreto de falência generalizada da nação estado Brasileiro, começa pelo quadro de funcionários. Nos temos planos de saúde do SUS e os deputados e CCs, tem outros planos de saúde, assim como se os funcionários da UNIMED buscassem a Golden Cross. Ou ainda, os deputados buscando seguranças particulares para sua segurança pessoal, com a segurança pública federal ai para isso. Deve ser por isso que tantos brasileiros procuram um país melhor para viver, no exterior.
Finalmente mudaram o mundo, não descobrimos ainda para onde o levaram, mas queremos de volta.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Precisamos acreditar em Deus?
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| Qual é seu deus? |
Talvez o certo seria perguntar, se necessitamos acreditar?
Surgido provavelmente, há cerca de setenta mil anos, quando o homem moderno, ou homo sapiens, ao dar-se conta da finitude da vida. Começa então uma divinização das forças da natureza, Sol, Lua, Relâmpago, Trovão, animais e inúmeras outras manifestações inexplicáveis. Alguns povos, chegavam a imaginar uma vida anterior, ou ancestrais comuns de animais, registrando iconografias nas paredes das cavernas, representando homens com partes em formas de animais.
Ver seus entes queridos morrerem começava a despertar um sentimento metafísico no homem de setenta mil anos atrás. Possivelmente, essa passagem gerou as diversas formas narrativas de homem imortal, num paraíso terrestre. As indagações filosóficas, não são diferentes das dogmáticas, “de onde viemos?”, “para onde vamos?” e “quem somos?”, que na religião se responde com afirmações irrefutáveis, na visão de religiosos.
Fica assim:
De onde viemos? Segundo os dogmas monoteístas, leia-se as maiores religiões impostas ao Oriente Médio e o Ocidente, viemos do barro, nos foi dado um sopro divino, e então passamos a ser servos de Deus.
Quem somos? Somos escravos de Deus, precisamos viver uma vida pautada a orar, e cumprir as ordens divinas.
Para onde vamos? Depois de uma vida regrada de penitencias, orações e dádivas, terá sua alma elevada aos céus, onde passará a eternidade no paraíso ao lado de Deus, à espera do julgamento final.
É mais fácil viver assim, com uma afirmação falaciosa do que com uma duvida existencial, dura realidade. Assim como funcionam livros de autoajuda. A bíblia seria o primeiro desta espécie no mundo literário. Na verdade a maior parte dos problemas da humanidade hoje, não são as crenças em Deus, muito unificadas nos últimos milênios. Unificada a duras penas. Então podemos dizer, que o problema maior é a Religião, que criou os maiores problemas e preconceitos na vida moderna.
Foi assim com os não-semitas, depois com os povos do norte chamados de bárbaros, ou os mouros, contra as mulheres relegadas a simples útero criador, as pensantes eram bruxas, e queimadas. Além da ciclicidade de suas afirmações, e a forma das soluções que parecem fáceis. Os cânticos e as repetições, por exemplo, uma missa, onde tudo é sempre igual, usado para minar nosso cérebro, na velha história de quem mente antes diz a verdade. Ao conversar com Deus, damos a resposta que queremos ouvir, é só parar e pensar um pouco.
Essa programação entrou no nosso DNA, cientistas identificaram o gene que nos faz acreditar em Deus, só resta saber, qual Deus?
Enquanto houver religiões, que se julgam donos dos dogmas, e das pessoas, nossa mente continuará pausada, sem um botão de play, que se apaga, assim como a memória, que é atulhada de insensatez, fechando as portas para novos aprendizados, e aceitação de seus diferentes. Modos repetitivos e poucos criativos de nosso mundo, colabora para isso, evitando que as pessoas sejam humanas, e o que é pior, ocorre uma espécie de lavagem cerebral, desacreditada, obviamente para bel prazer de alguns, onde fazem pessoas morrerem ou matarem em nome de seu Deus, mesmo que as escrituras sagradas destas mesmas religiões preguem amor ao próximo.
Apesar de eu não ser besta de estar batendo de casa em casa, dizendo o que cada um tem que fazer, muitas recebo atentamente, os pregadores Cristãos das mais variadas correntes se fazem o favor de me acordar às nove horas da manhã de um domingo, sem deter conhecimento sequer sobre o conteúdo do livro que querem ensinar, tampouco dos acontecimentos polêmicos deste país.
Mesmo discordando da idéia, a religião é usada pelos governos, ou como teoria de conspiração, músicas ruins para doutrinar as massas, havendo a necessidade ordeira, dotada de dogmatismo, viram, ironicamente, animais evolutivos, teoria que tanto refutam, na mão de domadores. Não necessitamos de deuses para nos dotar de benevolência, somos racionalmente capazes de fazer o bem, pelo bem. Não por uma idéia absurdamente egocêntrica, de recompensa eterna. Faça o bem, seja feliz, mesmo que seja dormir mais um pouco num domingo de manhã, não faça mal a ninguém, enfim viva a vida, mesmo porque, se tiver um paraíso depois, sua vida será duplamente vitoriosa.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Nas favelas, no senado...
O profeta Renato Russo, já falava da sujeira para todo o lado em meados dos anos oitenta, inicio da pseudoliberdade de expressão conseguida neste período. “Nunca antes na história deste país” se falou e se descobriu tanta lama em nossas casas legislativas. As mais recentes no ninho da câmara dos senis, que submerge seus pares num oceano fétido de putrefação.
Já se cogita em meios acadêmicos e intelectuais um movimento para extinção da casa senil do Brasil, num ato simbólico, mesmo que análogo aos militares, é uma saída contra a corrupção enraizada como um câncer, ou vírus de computador, exigindo urgentemente uma formatação da maquina pública, e reinstalar o sistema, sem nenhum componente destes que estão instalados no centro administrativo. No Brasil onde só se discute a novela das oito ou o enfadonho Big Brother, poderíamos citar a novela como um exemplo. A atual novela global, discute a sociedade Indiana. Uma das ações louváveis dos Indianos é o respeito dispensado a opinião dos mais velhos nas resoluções familiares, isso, claro, dá uma idéia bastante conservadora nas decisões, mas esse exemplo de postura dos mais velhos para direcionar o caminho dos mais jovens, é elogiável.
No Brasil nossa maior representatividade de idosos, falsamente, diga se de passagem para não perder a cultura Brasileira, onde se admite cidadãos com mais de 35 anos, que poderia representar senilidade há trezentos anos quando se vivia cerca de cinqüenta ou sessenta anos, mas não agora. Isso permite que tenhamos senadores há quinhentos anos na câmara alta. Estão confundindo senilidade com insanidade. Amontoam cargos e afiliados políticos, ganhando fortunas, diante da miserabilidade do país. Perdem a linha e quando um senador secular na casa, torna público o escoadouro de propinas e corrupção na capital federal, fica o dito pelo não dito, ninguém falou mais nada sobre o assunto, mesmo que se confia pouco neste mesmo parlamentar, que embora em 50 anos de vida pública nunca sofreu revés processual, alia-se a outro que vive mais em tribunais se defendendo do que nas tribunas defendendo quem o elegeu.
Embora uns defensores de ética e vergonha na cara deste país, em discussões “partidarizadas”, nos fóruns da Internet, atacam uns e defendem outros, na defesa de um parlamentar que em cinco mandatos como deputado, e um como senador, 28 anos de parlamento, formulou apenas 88 propostas. Façam o calculo de custo beneficio de uma ameba e sairá mais vantajoso.
Ao ligarmos a tv nos horários noticiosos, temos uma enxurrada de noticias que parece ter o mundo ficado louco, violência, trafico, agressões, pessoas morrendo nos corredores de hospitais públicos, entre tantas. Numa dessas um homem aparece transtornado com a morte da esposa e do filho numa maternidade em pedaços, não era a primeira, e acusando e quase partindo para cima do diretor da maternidade acusando-o de negligencia, depois abriram voz para os administradores que afirmaram a intenção de abrir uma sindicância. Que sabemos, nunca terá um desdobramento aceitável, uma vez que os verdadeiros culpados por isso tudo, são os mesmos que fazem as leis, ou deveriam.
Já se cogita em meios acadêmicos e intelectuais um movimento para extinção da casa senil do Brasil, num ato simbólico, mesmo que análogo aos militares, é uma saída contra a corrupção enraizada como um câncer, ou vírus de computador, exigindo urgentemente uma formatação da maquina pública, e reinstalar o sistema, sem nenhum componente destes que estão instalados no centro administrativo. No Brasil onde só se discute a novela das oito ou o enfadonho Big Brother, poderíamos citar a novela como um exemplo. A atual novela global, discute a sociedade Indiana. Uma das ações louváveis dos Indianos é o respeito dispensado a opinião dos mais velhos nas resoluções familiares, isso, claro, dá uma idéia bastante conservadora nas decisões, mas esse exemplo de postura dos mais velhos para direcionar o caminho dos mais jovens, é elogiável.
No Brasil nossa maior representatividade de idosos, falsamente, diga se de passagem para não perder a cultura Brasileira, onde se admite cidadãos com mais de 35 anos, que poderia representar senilidade há trezentos anos quando se vivia cerca de cinqüenta ou sessenta anos, mas não agora. Isso permite que tenhamos senadores há quinhentos anos na câmara alta. Estão confundindo senilidade com insanidade. Amontoam cargos e afiliados políticos, ganhando fortunas, diante da miserabilidade do país. Perdem a linha e quando um senador secular na casa, torna público o escoadouro de propinas e corrupção na capital federal, fica o dito pelo não dito, ninguém falou mais nada sobre o assunto, mesmo que se confia pouco neste mesmo parlamentar, que embora em 50 anos de vida pública nunca sofreu revés processual, alia-se a outro que vive mais em tribunais se defendendo do que nas tribunas defendendo quem o elegeu.
Embora uns defensores de ética e vergonha na cara deste país, em discussões “partidarizadas”, nos fóruns da Internet, atacam uns e defendem outros, na defesa de um parlamentar que em cinco mandatos como deputado, e um como senador, 28 anos de parlamento, formulou apenas 88 propostas. Façam o calculo de custo beneficio de uma ameba e sairá mais vantajoso.
Ao ligarmos a tv nos horários noticiosos, temos uma enxurrada de noticias que parece ter o mundo ficado louco, violência, trafico, agressões, pessoas morrendo nos corredores de hospitais públicos, entre tantas. Numa dessas um homem aparece transtornado com a morte da esposa e do filho numa maternidade em pedaços, não era a primeira, e acusando e quase partindo para cima do diretor da maternidade acusando-o de negligencia, depois abriram voz para os administradores que afirmaram a intenção de abrir uma sindicância. Que sabemos, nunca terá um desdobramento aceitável, uma vez que os verdadeiros culpados por isso tudo, são os mesmos que fazem as leis, ou deveriam.
segunda-feira, 23 de março de 2009
A hora da salvação
Só a educação salva!
Mas quem são os responsáveis pela salvação? Os educadores, os pais ou os alunos?
Viramos a página recente de nosso país, pois vinte anos em escala histórica não significa nada, onde passamos de um sistema absolutista ditatorial, para uma lambança de libertinagem total. Não se respeitam as regras. Formados por uma geração revolucionaria que queria combater o sistema, e logo confundiram com “bardernar” as leis e regras de convivência social. No final da ditadura, meados dos anos 80, entrei na escola primaria que ainda mantinha resquícios dos mandamentos militares no currículo e na cabeça de pais e professores. Era comum os pais à porta da escola entregavam os filhos às professoras, e de quebra ainda diziam:
- Se ele lhe incomodar pode castigar!
E ai de nós se houvesse uma reclamação oriunda de mau comportamento e desrespeito aos mestres, ainda vistos com autoridade e austeridade diante de alunos e sociedade. Hoje a sociedade patética e incapaz de resolver seus problemas, inclusive de educação essencial que deveria ser adquirida no seio da família, que delega esta atribuição aos professores. Essa terceirização de valores nos habilita às necessidades dos gestores numa versão democrática de ditadura, onde sociedade desqualificada, “robotizada” e construída em linhas de montagens, desvalorizando o individuo, assinam sem ler, uma procuração para serem exploradas. Os pais estão deixando a critério de professores partes da aprendizagem que precisamos trazer de casa, como caráter, ética, respeito, entre outros, como religiosidade, num país de limites continentais, há vários dogmas e crenças, e escolas públicas não podem interferir neste ponto. Embora se saiba, testemunhei um caso destes numa escola estadual de Santa Maria – RS, uma professora de educação infantil, fazendo as crianças rezarem um Pai Nosso, antes de merendar. Uma oração Cristã, principalmente Católica, numa escola que reúne alunos de varias correntes e desígnios religiosos.
Culpam sem critérios os docentes pela má educação do país, e os acusam de “mercenarismo” por lutar por melhores salários, diante das constantes greves, e democraticamente cortam vencimentos das grevistas, e pagam salários irrisórios num desrespeito latente à categoria, enquanto pagam salários de cerca de dois mínimos para um professor pósgraduado, não sem antes espernearem pois aumentaria os gastos públicos, pagam um sem numero de funcionários medíocres para atenderem mal os reclamantes, e ainda ganham fortunas. Isso que se reclama pouco, num país de analfabetos, quem aos vinte anos consegue escrever o nome, significa bom ensino.
Outro dia mesmo precisei de um documento expedido pela coordenadoria de educação, na minha cidade, fui atendido rapidamente, mas precisava ligar dentro de duas semanas, para ver se teriam condições de me entregar o documento, que normalmente levaria cinco dias, pois estavam sem impressora. Na era da informação tentei sugerir levar minha impressora de casa, nada feito, mandar por e-mail, nada feito. Na ultima das hipóteses, perguntei onde sairia com mais rapidez.
A resposta seria na coordenadoria central, em Porto Alegre. Como moro a meia hora da capital, me desloquei para lá. Com uma vontade jurássica, uma funcionaria levou duas gerações para me atender, tal era sua atenção, sequer sabia do que eu estava falando, mas para não passar em branco me mandou para outro setor, ainda bem que um andar acima. Lá chegando à surpresa. Elas não sabiam de nada. Fiquei como barata tonta, sem saber o que fazer naquele amontoado de mesas e cafezinhos, me mandaram voltar onde estivera antes, que recusei, obviamente, no que a funcionaria disposta como uma tartaruga, foi procurar alguém competente no setor que pudesse sanar minha duvida.
Não deu outra, fui mandado para a Secretaria Estadual de Educação, que distava dali um bom trecho, sai porta afora esbravejando contra o telefone celular que justamente naquele momento estava sem bateria, nem podia escutar uma música para acalmar a fúria, nem gravar minha crônica em voz na rua. Agora até agradeço, senão, caso usasse meus pensamentos naquela hora, seria censurado para menores de 200 anos.
Ainda não entendo como tem pessoas capacitadas que sobrevivam em meio a tantos incompetentes, aliás, isso me levou a recusar uma vaga no serviço público após passar num concurso, não suportaria ver tanto descaso, uma senhora, falha minha não lembrar o nome, me atendeu numa agilidade, e competência de saltar os olhos. Não sem antes, uma mulher bem mais jovem e fornida de matéria orgânica e gordura acumulada nas proeminências laterais da cintura, fomentadora de energia, me olhasse com desdém, como se não fosse cumpridor de minhas atribuições, fazer um gesto com a cabeça para a senhora essa me atender. Em minutos estava tudo resolvido. O que uns chamam de burocracia, significa falta de competência, ou vontade.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Egoísmo Brasileiro
Muito se fala, e com razão, da prepotência usual por parte dos Estadunidenses, frente a inúmeros casos dos mais variados assuntos. Mas no caso do garoto Sean, disputado pelos avós maternos e o Pai, a razão está com este último. É inegável o direito que um pai tem de criar seu filho. Salvo outras questões que parecem não vir à tona aqui. Até passeatas foram organizadas em defesa do garoto ficar no Brasil, alegando ser o mesmo Brasileiro. Mais um motivo para o menino se transferir para os EUA, pois a imensa maioria do povo Tupiniquim queria estar em Norte América.
Criamos nossos filhos para serem nossa imagem e semelhança, sem meras coincidências, exceto pelo Abraão, o pai de todos que mataria Isaac imolado, ou Javé que deixou o seu unigênito pendurado na madeira e o Egoísmo é tal que dizem ser este Brasileiro, todos os demais querem seus filhos vivos perpetuando seus genes. Está se tirando, deste pai o direito mais primordial, de manter cuidados sobre seu rebento, isso é egoísmo exacerbado por parte do povo Brasileiro. O garoto é tão Brasileiro quanto Estadunidense.
O que se vê neste caso, e mais um trato psicológico de povo ressentido com a síndrome de viralata de Rodrigues, cunhada nos anos 50 e tão atual no raiar do século XXI, que quer vencer um joguinho de palitos ou par ou impar, para demonstrar superioridade. Não é cometendo injustiças como esta que se supera diferenças latentes no direito humano.
Podemos fazer uma prévia, balanceie apenas alguns fatores, nem precisa ser todos, apenas pelo fato educacional, terá acesso esse menino nos EUA, a uma educação exemplar, um tanto carola, sem teoria de evolução, mas isso pouco importa a humanidade não evoluiu mesmo, no Brasil, essa parte toda foi desviada em verdinhas que descansam na alva Suíça. Nos EUA, claro, ele corre o risco de numa bela manhã ensolarada um lunático invadir a escola e acertá-lo com uma metralhadora, no Brasil, corre o risco de ficar vivo.
Nos EUA depois do culto dos domingos de manhã, ele vai a um estádio onde homens se agigantam em esportes truculentos, como Futebol Americano, Hóquei no gelo, e Beisebol, aqui no Brasil, o Futebol e o carnaval moldam tudo, não são violentos, e também se joga beisebol, sem a bolinha e fora dos estádios depois do futebol.
Nos EUA ele pode ser mandado para um país no outro lado do mundo para matar os inimigos do petróleo barato, no Brasil ele corre o risco de chegar vivo ao exercito e ser mandado embora por baixa escolaridade. Entre outras.
Não sou adepto do estilo de vida deste país do Norte, por obviamente, ser defensor do estilo de vida mínimo, onde precisamos de poucas coisas para viver bem. Não preciso trabalhar 24 horas por dia para ter um carro melhor e maior que meu vizinho, até por que Freud explica melhor o porque disso, mas deixa para lá.
Haja “jeitinho”. Fazem passeatas para defender um apenas, pelo apelo midiático das verbas familiares do menino no país, os mesmos que não saem às ruas para defender a ética e a moral deste solo mãe gentil, enquanto milhares de crianças da pátria amada imploram por uma escola decente e de qualidade. Vá ser egoísta assim longe de mim.
Criamos nossos filhos para serem nossa imagem e semelhança, sem meras coincidências, exceto pelo Abraão, o pai de todos que mataria Isaac imolado, ou Javé que deixou o seu unigênito pendurado na madeira e o Egoísmo é tal que dizem ser este Brasileiro, todos os demais querem seus filhos vivos perpetuando seus genes. Está se tirando, deste pai o direito mais primordial, de manter cuidados sobre seu rebento, isso é egoísmo exacerbado por parte do povo Brasileiro. O garoto é tão Brasileiro quanto Estadunidense.
O que se vê neste caso, e mais um trato psicológico de povo ressentido com a síndrome de viralata de Rodrigues, cunhada nos anos 50 e tão atual no raiar do século XXI, que quer vencer um joguinho de palitos ou par ou impar, para demonstrar superioridade. Não é cometendo injustiças como esta que se supera diferenças latentes no direito humano.
Podemos fazer uma prévia, balanceie apenas alguns fatores, nem precisa ser todos, apenas pelo fato educacional, terá acesso esse menino nos EUA, a uma educação exemplar, um tanto carola, sem teoria de evolução, mas isso pouco importa a humanidade não evoluiu mesmo, no Brasil, essa parte toda foi desviada em verdinhas que descansam na alva Suíça. Nos EUA, claro, ele corre o risco de numa bela manhã ensolarada um lunático invadir a escola e acertá-lo com uma metralhadora, no Brasil, corre o risco de ficar vivo.
Nos EUA depois do culto dos domingos de manhã, ele vai a um estádio onde homens se agigantam em esportes truculentos, como Futebol Americano, Hóquei no gelo, e Beisebol, aqui no Brasil, o Futebol e o carnaval moldam tudo, não são violentos, e também se joga beisebol, sem a bolinha e fora dos estádios depois do futebol.
Nos EUA ele pode ser mandado para um país no outro lado do mundo para matar os inimigos do petróleo barato, no Brasil ele corre o risco de chegar vivo ao exercito e ser mandado embora por baixa escolaridade. Entre outras.
Não sou adepto do estilo de vida deste país do Norte, por obviamente, ser defensor do estilo de vida mínimo, onde precisamos de poucas coisas para viver bem. Não preciso trabalhar 24 horas por dia para ter um carro melhor e maior que meu vizinho, até por que Freud explica melhor o porque disso, mas deixa para lá.
Haja “jeitinho”. Fazem passeatas para defender um apenas, pelo apelo midiático das verbas familiares do menino no país, os mesmos que não saem às ruas para defender a ética e a moral deste solo mãe gentil, enquanto milhares de crianças da pátria amada imploram por uma escola decente e de qualidade. Vá ser egoísta assim longe de mim.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Xenofobia
Diante de tantos indivíduos reclamando por ser deportado do país X, ou do Y , ou ainda repelido pelos jornais Suíços, como ocorreu por estes dias, diante de um fato inusitado de uma Brasileira que disse ter sido atacada por Neo-Nazistas. Pode ser verdade, ou não, como tudo tem dois lados. Mas ela deveras mentiu sobre sua gravidez, só isso, já é um pressuposto gigantesco par que as demais afirmações sejam balela. Uma vez que queira respeito e credibilidade precisa fazer por merecer.
Sei também, que é evasivo demais fazer um julgamento a distancia, baseado apenas nos fatos retratados de forma parcial de ambos os lados. O Brasil notório por seus arroubos judiciais acaba não sendo parâmetro para assuntos deste tipo. Ora, num país que fez fama lá fora pelo “jeitinho”, perde todas as credenciais para exigir uma reparação pública de um país que é exemplo cordato para o mundo, mesmo sendo verdade o que afirma a cidadã tupiniquim.
Por outro lado, se verdade for o que afirmam os Suíços, que a brasileira acometeu-se se tortura espontaneamente, já é caso para tentarem ressuscitarem o Freud. Acostumados que estamos as frouxidões de nossas regras, onde para tudo tem um “jeitinho”, uma manobra, um escândalo abafado, ou se espanta com a eficiência de outros países, ou tenta burlá-los.
No Brasil, outro dia, observava uma rua da cidade, dez metros à frente de uma placa de proibido estacionar, um veiculo estacionado. O guarda municipal de transito passou mais de vinte minutos apitando diante do veiculo para que o dono o removesse. Se for proibido estacionar, multa e guincho, sem desculpa, um minuto basta para atrapalhar o fluxo, uma vez que é proibido estacionar ali por algum motivo.
Na Suíça, um casal de amigos a passeio, falava em francês com um nativo, que lhes fornecera carona, depois de algum papo, identificados serem Brasileiros, foram abandonados à própria sorte numa autoestrada, tendo que se explicar para a policia das rodovias de lá. Ou seja, ser Brasileiro lá fora é um perigo.
Num aeroporto do país do Pau-Brasil, um casal de Alemães troca de roupa tranquilamente no saguão. Anos antes, a banda Americana The Queens of the stone Age, subiu ao palco do Rock In Rio, todos nus. Em ambos os casos foram detidos por atentado violento ao pudor. Mas como? Com que direito?
A imagem do Brasil lá fora é de um “puteiro” a céu aberto. Infelizmente para as pessoas cordatas e pudicas que habitam este país lacaio. E não adianta tentar salvar o leite derramado, querem ser Europeus na força, mas vivem como os índios, que aliás, apesar da nudez, eram mais recatados que muitos amontoados de roupas, mas enfim. As roupas que as pessoas usam nas ruas são dignas de praia, e as das praias, nem se comenta. Afirmam que no país há um calor imensurável, então fiquemos pelados de uma vez, já que governos e igrejas nos despem todos os dias.
Cada vez que chega um estrangeiro graúdo no Brasil, é recebido por mulatas seminuas, pulando e sambando, festa & futebol, não necessariamente nesta ordem, o tempo todo, pessoas que não reclamam de ficar uma semana insone pulando que nem sapo atrás de um caminhão com uma batida de lata em cima, que há muitos anos não muda o ritmo, ainda pagam dois ou três salários mínimos para fazer essa lambança, e ainda reclamam de trabalhar muito, absurdas 40 horas por semana.
Outros ainda reclamam, e batem pé contra a teoria evolucionista, que afirma vir o homem de uma mutação primata, olhem à sua volta e confirmem, ainda há humanos que permanecem primatas. E como tal, seremos tratados nos outros países se continuarmos com a soberba de achar “jeitinho” para quebrar regras. Ou mudamos nossa imagem, ou continuaremos sem imagem alguma.
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