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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Desastres Naturais no País das Belezas da Natureza

Já dizia meu avô: "Deus dá o Bife praquele que não tem dente".

Pois na República dos Vira latas, o que não falta são belezas naturais, mas que não se aproveita adequadamente, e esperar pela natureza para "ajeitar" as coisas é atestado de irresponsabilidade, ou de franca incompetência.

Na opinião de Margareta Wahlström, subsecretária-geral da ONU para a Redução de Riscos de Desastres, o mau planejamento, ou falta dele, provocou as mortes no Rio de Janeiro. O preço que a natureza está cobrando pelo mau uso de suas fontes, ocupação desordenada das encostas sem fiscalização e monitoramento, é alto, mas o trabalho das equipes de especialistas não são ouvidas e a politicagem coordena os fatos.

O desastre acontecido no Morro do Bumba há mais de um ano, ainda está insoluvél, as pessoas ainda encontram-se em abrigos improvisados, sem que as medidas necessárias fossem tomadas. Agora os políticos fazem, novamente, turismo pelas áreas afetadas anunciando ações imediatas e drásticas, porém, paliativas. O que está na mídia dá votos, a solução dos problemas, esses não.

Não sei se isso é sanha midiática ou gosto dos "consumidores" de informação, mas só aparece na mídia as tragédias, as boas ações ficam relegadas a datas comemorativas, ou a um ou outro abnegado, enquanto o estado mutila o cidadão com pesadas cargas trubutárias e permanece impávido em cima do ouro, deixando a lama para soterrar o orgulhosos suditos.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ressaca

                  Muito se fala em salvar o planeta diminuindo as emissões de carbono de uma forma inútil, procura-se descobrir meios alternativos de combustível e formas renováveis de energia, mas não cortamos emissões inúteis de carbono, como os fogos de artifícios. Em cada grupo de humanos de pouco mais de mil até dois milhões, são toneladas e mais toneladas de fogos, agora converta isso em gás Carbônico gratuitamente atirados na atmosfera. Os fogos em geral, são sempre iguais, uma baboseira histérica desordenada. As pessoas, na sua maioria, não tem condições de cuidar da própria vida, largar fogos e bombas então, fora de cogitação. Não obstante o bando de imbecis que se jogam a morte nas estradas, sem condições de dirigir, ou incapaz, os hospitais lotam de idiotas que se arriscam a soltar fogos.
                  Afora conceitos religiosos, até pessoas que não seguem a religião de adoração a Iemanjá, mas séqüitos supersticiosos, aderem às oferendas para jogarem coisas no mar. Nossos mares já andam saturados de lixo. Embora sempre conteste as religiões, questionei varias vezes meus amigos seguidores do umbanda, se não seria mais útil doarem as oferendas para pessoas mais necessitadas, que ao meu ver a tal bondade dos deuses não se importariam em ter suas ofertas usadas para o bem.
                  Mesmo quem não segue uma religião, adota rituais diversos de vários dogmas a cada pseudo fim de ano. Adotado em 1582 pelo papa Gregório XIII ao adotar o calendário ocidental conhecido hoje, como gregoriano, instituiu o inicio do ano em primeiro de janeiro, dia que, segundo o poderoso chefão Cristão, fora o dia da Circuncisão de Cristo, que obviamente caiu em desuso, já que no ocidente o corte é desnecessário, e repulsivo na idéia Cristã, a data ficou conhecida como Confraternização Universal, só para ilustrar alguém lembra disso?, como se o mundo todo mudasse o ano no mesmo dia.
                  Ainda há quem diga que as religiões unem as pessoas, mas ai está à prova que tentar unir é uma coisa, mas tentar impor significações criam guerras, uma vez que cada povo tem sua data significativa, aliás, bem mais significativa, embora fabulares, são mais importantes que uma simples circuncisão de um homem ignorado nas estórias canônicas até seus 27 anos, que nem se sabe quando nasceu, tampouco o dia de circuncisão.
                 Neste dia são queimados milhões de toneladas de pólvora em explosões desnecessárias para encher o meio ambiente de monóxido de carbono, para depois do fim das festas... pregarem a preservação da natureza, que cobra caro pelos desleixos da espécie humana, vide Santa Catarina e mais recentemente Minas Gerais, e América do Norte, quase sempre. Agora, vamos largar bombas de artifício para comemorar isso?

Porta Curtas - Ilha das Flores